sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL, GENTE! FELIZ NATAL.


    
     Fiz uma lista de bons produtos para as festas de fim de ano. Comprei bons vinhos, uísque confiável, uma ótima cerveja, bacalhau da Islândia e o peru  é claro, além do chester que não deixo faltar.  Acontece que eu não comi ou bebi nada igual na casa de alguns amigos onde fui levar meu abraço.  Nessas casas comi panetone, que eu detesto, diga-se de passagem, avelã, castanha e umas fatia de pão seco parecendo rabanada.  Tentei vazar na primeira oportunidade, mas apareceu a mulher do meu amigo com um garrafão de sangue de boi e um copo que empurrou em minha direção.  Empurrou não, enfiaram, ela e os demais,  minha goela adentro. Essa sacanagem durou até que o garrafão daquela porcaria azulada que chamavam de vinho secou.  Quando me arrastaram pra casa eu pedi que me largassem junto ao vaso sanitário. A intenção era poupar a casa da sujeira que a coisa em reboliço na minha barriga faria lá dentro.  Mas que nada.  Ninguém fez o que eu pedi, pelo contrário.  Enquanto enchiam minha boca com a farofa que eu caí na besteira de mandar fazer, eles deitavam e rolavam no melhor que eu preparei para a minha festa.    Em meia hora acabaram com o vinho, com as três garrafas de uísque e aquele monte de cerveja que eu, pobre inocente, achava que tinha comprado em demasia para as duas festas.  O bacalhau saiu a nado enquanto o peru e o chester voaram na escuridão ou foram devorados pelos trogloditas que passaram o ano jurando amor e fidelidade a esse trapo humano que ainda enjoado consegue ver a mesa, a adega e a geladeira vazias num lindo dia ensolarado de natal.  
 Há essas horas os caras devem estar se preparando para o réveillon, enquanto eu busco em outro Estado, pessoas normais com as quais eu possa romper o ano sossegado.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL, GENTE AMIGA.


                     
     Todo ano é a mesma coisa: dou presente como se o tivesse comprado para mim e no entanto o que recebo, um pequeno embrulho, uma caixa de presente que penso conter um relógio ou algo bonito e de certo valor. De fato o presente, que além de pequeno e bonito, é caro e chama bastante a atenção: um cortador de charutos. O pior é que nem cigarro eu fumo, que dirá charuto. Na outra caixa que recebi uma bomba de encher pneu de bicicleta de corrida. Será que a pessoa que se deu ao trabalho não teria se dado conta de que, nem ergométrica eu tenho na minha casa?
Quanto ao resto, todos já sabem; bebe-se e come-se em dois dias o que não se come o resto do ano na casa da gente. E tome de ingerir antiácido...
Feliz Natal, gente e não se esqueça de atender os pedidos do seu coração, porque, como diz Charlie Chaplin, no teatro da vida não ensaiamos as peças.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

VIRA-LATA com PEDIGREE.


   Esse poodle com cara de anjo é a Babi, nossa filhinha que nos deixou não faz  
tanto tempo, mas para lamber as lágrimas que  sua morte nos faz chorar ela teve o cuidado de  nos enviar a Mel. Uma vira-latas com jeito aristocrático, tipo princesa, se isso não desmerecer  sua soberania. Depois o destino se encarregou de nos levar até um posto de gasolina à quilômetros da minha casa onde uma ninhada e sua mãe desmilinguida por falta de comida, careciam de piedade. Entre todos escolhemos o que mais risco de morte achávamos que corria, a quem demos o nome de Luna.  A casa ficou cheia com a presença ilustre dessas pessoas.  Cheia o bastante para manter suas empregadas e senhoras estáticas para não pisar em suas majestades.  O pior, se é que qualquer coisa de ruim pudesse existir nelas, é que Luna, antes um bichinho de duzentos gramas não para de crescer.  Talvez para nos mostrar o quão pequenos somos diante de sua imponência. Obrigado, Babi, mas não repare se eu, longe de suas donas, não esquecer de você antes da  morte me matar de saudade.

sábado, 1 de dezembro de 2018

SÓ DIGA POR QUÊ.

Mas, se pedires com jeitinho eu volto.  A saudade tá apertando tanto que já não cabe mais em mim.  Parece tão complicado, mas não consigo te esquecer e até acho que nunca vou.  Tu ocupastes  grande parte de mim, me fez tão bem...  E tudo que faz bem não se vai com facilidade.   
Por que disseste isso, Gabriela Barbosa. Por quê?