terça-feira, 30 de junho de 2009

CONSERVATÓRIA DO MEU AMOR....

Aguço, no final de cada tarde, os olhos, buscando adivinhar
a tua direção. Vejo vultos de mulher que escapam ao dia
para entrar na noite escura dos meus turbulentos pesadelos.
Sinto o acelerar desesperado do meu coração expulsando a
minha alma de romeiro para iniciar a busca à silhueta da tua
presença sempre desejada. Embaça mais e mais o meu campo
de visão, mas o corpo alerta, já sem pressa e sem ruído teme
pela solidão da tua ausência.
O tempo não para, pelo menos para os que, como eu,
acreditam que até ao amanhecer qualquer minuto, qualquer
segundo será uma eterna caminhada.
Eu quero dormir pensando em ti, pretender cobrir o frio do
meu corpo com o esmeralda verde do teu olhar e viajar para
qualquer lugar no infinito embalado no bater suave e doce
do teu coração.
silvioafonso

segunda-feira, 1 de junho de 2009

NUA DE AMOR...

Lambi a tua imagem com os olhos da agonia e com impetuosidade  degustei a tua poesia.  O motivo que me negava ter as convulsões que as imagens do teu blog sempre me causavam era a minha maturidade ou, quem sabe, não seria por causa do sinal do WiFi que sumiu naquela hora.  Desconsolado me deitei aos pés da infelicidade, e  ao som de Marília Mendonça, eu acho que adormeci.  E ali, estirado daquele jeito eu nem me dei conta se era o tempo que passava por mim ou eu que passava por ele.  Mas o que importa saber quem passou por quem se no frigir dos ovos fui eu quem saiu ganhando até porque, enquanto um passava pelo outro, tu, na minha frente te mostravas nua enquanto eu, que antes nem da cor da tua pele tinha visto, me contorcia, me mordia sem juízo diante de tanta beleza. Imagina um cara bobo como eu com uma gata nua na minha frente a mercê dos meus carinhos.  E foi assim que eu perdi a paz  pela qual tanto lutei, e tu. Tu perdeste a tua virgindade.  O romantismo cedia a vez às loucuras que provocavas, principalmente quanto levaste  minha mão a passear pelos caminhos tortuosos do teu corpo.  Aí eu fiquei louco,  perder a fala, mordi a língua, fiquei rouco. Sem noção eu me embrulhei todo nos teus braços e te comi sem mastigar.  Mordisquei os coroços dos teus seios, saboreei o sumo dos teus desejos e gozei como um colegial em cima do teclado. Só então eu me dei conta que jamais deixei de ter os 14 anos  que eu sempre desconfiei que tinha quando sonolento eu despertava.