O verão ainda não chegou, mas o sol que decidiu tirar
férias
e por conta própria passá-la aqui no alto da serra, como este ano está fazendo,
me obrigou a comprar um aparelho de ar condicionado de 12 mil btus., para enfrentá-lo.
Ontem, por exemplo, o céu escureceu nos dando a impressão de que Santa Bárbara
iria se vingar da gente novamente, como em 2011, quando puniu aqueles que
mereciam ser punidos e os que nada fizeram para merecer tamanho sofrimento. Felizmente tudo continuou esquentando, sim, mas nada que nos desse a certeza de
que os morros desceriam ou que subiria o nível dos rios. Há dias, como já falei
aqui, eu e o meu pessoal fomos a Minas Gerais onde vivemos, por poucos dias, eu
sei, mas o suficiente para nos fazer lembrar a nossa infância. Em três dias vivemos tudo o que vive e faz a
criançada no curto período da adolescência. E se não fizemos tudo, pelo menos deixamos
essa impressão em quem viveu conosco aqueles momentos mágicos, de luz e
fantasia.
Agora, nessa tarde de sexta-feira, chove lá fora. Talvez lá
fora e aqui dentro do meu peito, porque alguma coisa me diz que a tristeza do
natal que este ano demorou a chegar, já bate à nossa porta. Digo isso porque o
natal é uma data festejada com bebidas e risos, mas no fundo, a gente só bebe e
ri para maquiar a tristeza que nos toma por inteiro. Eu acho que esse ano poucos
virão me abraçar, me beijar e comer o meu piru, que dessa vez estará enorme,
mesmo sabendo que bebida e o dito cujo eu tenho para todo mundo.
Feliz natal para os que passarão comigo e para os que me levaram à ventura do riso farto e do choro contido, como aconteceu recentemente e que, por
motivos que não me dizem respeito, estarão distantes e longe da gente, como diz
a minha avó, que também não se fará presente.














