Antigamente os candidatos a cargos eletivos prometiam
aquilo que a população queria e quando
eleitos simplesmente melhoravam alguns postos de saúde ou davam uma “guaribada” numa
escola aqui e em outra ali enquanto os funcionários responsáveis pela obra recebiam bons salários. Isso, de certa forma, era justo. Hoje a coisa funciona de
maneira diferente e como os políticos sabem que o povo não mais aceita ser
iludido, resolveram difamar os adversários para não
perderem ou precisarem dividir com outros o poder que têm nas mãos. Quando um respeitoso
cidadão ou cidadã indignado com as falcatruas se arrisca na
política para justiçar o povo, logo alguém, da situação, o convida para uma aliança, e caso não
aceite um lado escuro do seu passado, se ele tiver, será mostrado na Internet infernizando a
vida do pobre coitado, pois desacreditá-lo junto aos eleitorado é, para os que se
veem ameaçados de perder a "boca", uma questão de honra.
É nesses momentos que eu digo aos
que me leem que o bem é frágil diante da monstruosa força que tem o mal.
Nenhuma verdade se sustenta frente a uma
mentira bem elaborada.
Nenhuma nação verá o sonho ou o desejo
de sua gente realizado se aqueles que têm o poder não desejarem. O povo, na sua
maioria, sabe assinar o nome e ler certas palavras, mas daí a discernir sobre o
que leu vai uma distância imensa.
O professor que não recebe um bom salário
não ensina bem aos que gostariam de aprender, e os que não aprendem, dão o pescoço ao
cabresto que lhes é oferecido. Quando um pedagogo e outros formados,
não importa em que área, se empregam, o professor é o que receberá menor
salário. Estudar pedagogia para quê, se ao pedagogo não é dado o direito
de lecionar para todas as séries do curso fundamental. Para ministrar
aulas da metade do curso em diante é necessário ter licenciatura,
pós-graduação, mestrado, doutorado ou tudo junto. O governo, talvez por
ser mal formado, dificulta o aprendizado de sua juventude enquanto o
professor que merece todos os incentivos é desestimulado com a miséria que
recebe.
Esperamos ver um dia o salário dos docentes e demais
trabalhadores de nível superior no mínimo equiparados. Para isso será necessário
uma inédita vontade política dos gestores públicos e da sociedade, como um
todo.
Quem está no governo e pode mudar o
quadro não muda e também não sai, e quem gostaria de ver a coisa melhorar, não tem como
entrar para mudar. Não é mesmo professor Cristovam Buarque?, que também é engenheiro,
economista, educador, professor universitário e senador e mesmo tendo tudo para virar a mesa, não recebeu os votos necessário quando se candidatou à presidência da república, ficando com 2% do total dos votos.
E assim, como diz o ditado, vai de
cabeça baixa o boi, que não sabe a força que tem.