Ainda
sinto em minha boca o adocicado gosto de
champanhe do amigo que nos hospedou para brindar a passagem do ano na praia próxima a sua casa.
Nada foi mais bonito que as palavras com que
ele, que as domina, disse enquanto a turma se prendia num abraço entre beijos e
votos de feliz ano novo.
Não faz tempo
nenhum que tudo isso aconteceu e, no entanto, olhando o calendário sobre a minha
escrivaninha descubro que um terço do mês de janeiro se foi e eu nem me
apercebi, talvez por eu estar vivendo o melhor dos meus momentos entre as
pessoas que gosto, incluindo família e amigos. O espocar dos fogos eu ouço
ainda, e a brisa provocada pelas ondas cujos supersticiosos saltaram sete delas eu sinto no rosto o
borrifar. Como passa ligeiro o tempo!
Ainda
ontem eu pulava numa perna só as primeiras casas da amarelinha, para, com as
duas girar de voltar ao ponto de partida.
Pulei corda com a molecada e com ela joguei bola no final da tarde até que as
luzes clareassem a noite que chegava, e hoje, no entanto, mal corro duzentos metros na praia sem que eu, exausto, pare para descansar.
Enfim,
como dizem os oradores, ninguém consegue frear o tempo que descarrila tão logo se
descobre o sentido da luz.
De qualquer forma, vou fazer um brinde aos meus amigos
do
blog e principalmente aos que comigo ficaram naqueles 10 dias, lá e cá, sem
cara feia ou sinal de que a nossa presença não lhes fazia bem. Feliz ano novo
gente, e escutem, pelo menos com o coração o espocar das rolhas que deixam as
garrafas do espumante e a contagem regressiva de quem espera pelo primeiro
dia de um novo ano cheio de glórias e alegrias.




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