segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DE NOVO O ANO NOVO?


Ainda sinto em minha boca o adocicado gosto de
champanhe do amigo que nos hospedou para brindar a passagem do ano na praia próxima a sua casa.  
 Nada foi mais bonito que as palavras com que ele, que as domina, disse enquanto a turma se prendia num abraço entre beijos e votos de feliz ano novo.  
 Não faz tempo nenhum que tudo isso aconteceu e, no entanto,  olhando o calendário sobre a minha escrivaninha descubro que um terço do mês de janeiro se foi e eu nem me apercebi, talvez por eu estar vivendo o melhor dos meus momentos entre as pessoas que gosto, incluindo família e amigos. O espocar dos fogos eu ouço ainda, e a brisa provocada pelas ondas cujos supersticiosos  saltaram sete delas eu sinto no rosto o borrifar. Como passa ligeiro o tempo!  
 Ainda ontem eu pulava numa perna só as primeiras casas da amarelinha, para, com as duas girar de voltar ao ponto de partida.  Pulei corda com a molecada e com ela joguei bola no final da tarde até que as luzes clareassem a noite que chegava, e hoje, no entanto, mal corro duzentos metros na praia sem que eu, exausto, pare para descansar.
Enfim, como dizem os oradores, ninguém consegue frear o tempo que descarrila tão logo se descobre o sentido da luz. 
De qualquer forma, vou fazer um brinde aos meus amigos
 do blog e principalmente aos que comigo ficaram naqueles 10 dias, lá e cá, sem cara feia ou sinal de que a nossa presença não lhes fazia bem. Feliz ano novo gente, e escutem, pelo menos com o coração o espocar das rolhas que deixam as garrafas do espumante e a contagem regressiva de quem espera pelo primeiro dia de um novo ano cheio de glórias e alegrias.

domingo, 5 de janeiro de 2014

CONFRATERNIZEI COM VOCÊ.

Você aprendeu com a gente tudo aquilo que a gente adoraria 
que você soubesse, da mesma forma que nós aprendemos com você e os seus as qualidades aceitáveis na sociedade em que vivemos. Somos, a partir daí, aquilo que você é, ao passo que você e os outros do seu convívio absorveram as qualidades 
das quais gostamos. 
É bom viver em pareceria. É maravilhoso sorrir dependurado no sorriso largo, alto e embriagador de quem ri por saber-se feliz e não para chocar os invejosos o que me deixa extremamente envaidecido.   
Somos gratos pelo ensinamento, pela festa e principalmente pela forma com a qual fomos acolhidos. 
A gente foi tratado, não como súditos, mas como reis sem a preocupação do custo de tudo isso. 
Comemos e bebemos das melhores iguarias e os aplausos, quantos? Já não me lembro de tantos que proporcionamos e dos que aceitamos sem imposição.
Valeu, amigos! 
Obrigado aos que se aproximaram como irmãos e, até a próxima virada de ano, desde que eu e os meus façamos  por merecer tamanha honraria.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

É NATAL!

Hoje é dia de natal. 
Há dois mil anos ele se desligava da placenta numa despedida que jamais aconteceu.  E nós, durante séculos afim, nascemos, crescemos e vivemos em seu nome para brindar o nascimento de quem ora nos curva de joelhos.
Em seu nome e em nome de todas as pessoas de boa e de má vontade eu lhe digo parabéns em oração.
O presente, no entanto é meu. É nosso, e seria vosso se a gente que ficou aqui não precisasse tanto.
Feliz natal e um maravilhoso ano novo a todos que se tornaram pacientes dos meus textos.(Foto da Internet).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

NO ANO QUE VEM...

Este ano nós gastamos mais com a casa, com a escola e 
principalmente com os passeios comparado aos anos anteriores sem que o fato alterasse as nossas vidas.
A exemplo disso é que em todos os finais de semana ou quase todos viajamos à outras cidades para almoçar, para ver um filme ou até para tomar um cappuccino em Petrópolis ou um sorvete em Guapi aos pés da serra de Teresópolis no Rio de Janeiro. Sorveteria simples, mas aconchegante. A variedade de sabores, a porção sempre bem servida, o preço justo e o atendimento são o que nos levam tão distante. 
Este ano, portanto, foi muito bom e tudo o que aconteceu no passar dos dias foi singular. Cumprimos a jornada com o espírito de quem sabe que recebeu muito em relação ao que foi feito para merecer.  Talvez no próximo ano, que em poucos dias tomará conta das nossas correrias, as coisas possam melhorar ou, senão, que sejam iguais as que guardarei com carinho nas minhas lembranças.  De qualquer forma, aconteça o que acontecer, estarei pronto para assumir como meus os prováveis erros, mas não deixarei de exultar a cada gol que a gente faça no decorrer dessa partida. 
Todos os presentes de natal repousam ao pé da árvore em nossa sala, bastando tão somente acrescentar, no cartão apenso, o nome de quem fez por merecê-lo. E a você, leitor e leitora amiga de tantos momentos.  Vou erguer meu copo e brindá-los com uma dose de uísque, confiável, é claro, por sua presença na leitura dos meus textos sem que, em momento algum, tivesse reclamado das minhas falhas ou do pouco esclarecimento que a minha escrita tenha feito. Esse brinde é para você que gentil se deixou amar por um cara que apesar de distante, faz questão de dividir o amor incomensurável que traz consigo.
Feliz Natal e um Ano novo melhor ainda, meus doces e gentis colegas, amigos e companheiros.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ANO VELHO, ADEUS!



Estamos no final do mês de dezembro e dentro de poucas 
horas um novo ano surgirá repleto de esperança e novidades.  Nada contra o ano em curso, mas não tenho como evitar 2014 que desponta na curva, não muito distante, da estrada se instalando no calendário de nossas vidas. Só que nesse exato momento estou mais preocupado em controlar a quantidade de riscos que um certo amigo toma do meu doze anos. Talvez eu não devesse ligar para essa bobagem, como a mulher dele chama o meu uísque, mas ela e certamente só ela sabe o quanto me custou ganhar aquela preciosidade.  No aniversário do irmão da minha mulher eu escolhi, entre outras bebidas,  um White Horse e foi com ele que bebi a festa.  Na hora de ir embora, não sei se pela cara que eu teria feito ou por delicadeza do aniversariante, fui aconselhado a levar à casa o que sobrou no litro em meu poder.   
Mas voltando à vaca fria;
esse ano que ora finda foi um bom ano, provavelmente, melhor que os outros. Talvez por ele ainda estar em curso enquanto os anteriores há muito se perderam das minhas lembranças. Mas num todo, o ano foi bom. Até foi razoável em alguns momentos, mas excitante em muitos outros. 
Distante daqui, mas não muito,  já ouço  o espocar dos fogos, a farra da garotada, as orações de minha mãe e o sorriso abençoado da mulher que amo enquanto brilha  nos meus olhos a esperança que reflete dos da minha filha.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PALHAÇADA.


               O verdadeiro palhaço não precisa se vestir  com roupas 
coloridas ou pintar de alegria a cara. 
O riso que nem sempre ascende aos lábios cuja boca diz o nome da mulher que ama, dita respeito aos filhos e da fome que o aflige quando está  desempregado ou a plateia fica ausente é, em cada espetáculo, a sua ferramenta de trabalho. 
Palhaço não deve choramingar se sorrir é o seu ofício. Palhaço que erra, mas acerta quando reconhece que errar é engraçado. Que viaja à outras terras em busca do sustento e chora às escondidas a cada não. Que baixa a cabeça se está triste e mesmo sem saber 
faz rir ao ser reconhecido no caminho aonde passa. 
Palhaço que ama com facilidade, mas se sentir amado só com muito empenho.  A gente não ama um palhaço pela pessoa que existe nele, mas pelo que ele consegue causar na gente.  Palhaço não fala sério, mas se acerca da verdade se quiser pagar as próprias contas, criar e educar seus filhos e convencer que ama uma 
mulher sem que ela dê risadas.
O palhaço não é obra do homem, mas do eterno grafiteiro que picha na alma da gente os doces momentos que a gente leva.
Eu jamais daria vivas ao palhaço pelas cambalhotas, pelo carpado duplo sem rede ou pelos risos que ele causa, mas pela esperança refletida nos olhos da  criança e a saudade que escorre em lágrimas na face dos mais velhos. Nesses momentos, sim,  eu me vejo de pé batendo palmas.
(Imagem cedida por Irmãos kyoskys)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

VOU ABRIR A BOCA, MAS NÃO PARA COMER.

Eu ainda vou bolar uma pauta e me enfurnar 
  com o meu gravador para registrar os momentos mais 
confusos da sociedade em que vivemos. 
Na lista constarão certos elementos da política, times de futebol, principalmente o meu Flamengo tão querido, sem me esquecer do Vasco e do Fluminense na segunda divisão, ou não. Quero falar sobre as redes sociais, sobre as dietas de emagrecimento, sobre pessoas que dão palpite na vida dos outros esquecendo a sua e principalmente das religiões se devemos tê-las ou não, e se devemos, o que elas teriam para nos dar se a fé ajuda aquele que a tem e não aquele para quem rezamos. Toda vez que alguém reza para outra pessoa eu não sei se a outra fica boa, mas quem rezou melhorou em muito. A oração traz paz, melhora a respiração e o fluxo sanguíneo de quem reza. É como se o cara fizesse Yoga, diria 
o velho Palhaço Poeta.
Com relação aos políticos eu jamais diria que Genuíno fala para os melhores cardiologistas que o acompanham que está às portas da morte com uma pressãozinha igual a que acomete o trabalhador que paga os altos salários dessa turma e não se queixa. Também não gostaria, mas preciso falar nos clubes que não pagam os seus jogadores que por acaso e não por represália deixam a galinha dos ovos de ouro dos cartolas descer para a segunda divisão. Outros acordam a tempo de salvar o barco que faz água, como o Flamengo, que foi quase rebaixado, mas voltou campeão em outra competição. A ponte preta, fazendo o que pode, já tirou a cabeça fora d'água, mesmo tendo perdido parte do rabo. Quanto as redes sociais sabemos que todos os dias surge uma nova. Começa bem, como o Orkut durante alguns bons anos, depois vem aqueles malas para deturpar a coisa e levá-la para onde foi.  Assim vai o Facebook, o Blog e quem sabe o Instagram?  
Quanto a alimentação, aqui em casa o glúten não tem vez. Tudo é feito sem trigo ou se manipula a massa com genérico da farinha, como no caso do macarrão, dos pasteis,
dos bolos e afins. Todos nós estamos secos, na pele, no osso
e na disposição o que contraria aqueles que dizem que magro não tem saúde, ereção ou disposição para o trabalho.

domingo, 1 de dezembro de 2013

ATÉ PARECE, MAS NÃO É...

De vez em quando aparece um político dizendo que 
o governo está acabando com a pobreza no Brasil. Acontece que esses mesmos caras de pau se esquecem da meninada que vence na vida jogando bola, fazendo funk e pagode, atuando em teatro, novela e filmes ou entram para a política como muitos que não tinham aonde cair mortos e acabaram ricos e famosos.  Essas figuras que se tornaram famosas não compram uma casa ou um apartamento para morar com a família dos seus pais e com a que ora acaba de formar, mas um quarteirão ou o prédio inteiro e para cuidar do patrimônio, faz questão de empregar parentes ou os amigos de infância mais chegados para os quais paga salário que muda a sua vida e os tira da miséria em que viveram. Outros desportistas, como lutadores de boxe, de MMA, ginástica olímpica, natação etc, que vieram da favela ou dos lugares que o próprio governo não sabia existir, também mudam a história do país. Pelo menos é o que tenho visto na imprensa. Fora os políticos que eu não sei aonde guardam o dinheiro, essa gente transforma e dá credibilidade ao lugar onde nasceram e se criaram. Essa garotada, através de sua história e de bons conselhos, cria e dá oportunidade aos seus iguais. Faz creches, escolinhas de arte, futebol e diversas ONGs para depois ficar sabendo que o governo acaba com a fome e a miséria dando aos 50 milhões de inscritos no programa uma ajuda de 66 reais. Isso se as minhas contas estiverem certas, pois o governo diz que repassa 3 bilhões e trezentos milhões de reais para 50 milhões de beneficiários do bolsa família.
-Eu acho que a minha fala pouco importa, mas é comovente ver o garçom receber gorjeta em agradecimento  pela boa comida enquanto o cozinheiro, de barriga quente, ouve ao longe os 
aplausos que seriam seus.(Foto da Internet)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PALAVRAS DO SENHOR...

Dizem que Ele criou o céu e a terra em 7 dias para descansar logo depois.  Já eu criei em 7 anos uma família e nem me dei por isso, até pelo contrário, passei a trabalhar dobrado na intenção de dar à ela o que um chefe de família sabe que precisa.  E como toda a riqueza do mundo não paga o amor que eu tenho pela minha turma, nem tão cedo vou pensar em descansar, pois entre todos os carinhos que eu quero dar a ela ainda tenho muito futebol para jogar com um e muita amarelinha para pular com outra. Eu sei que em momento algum misturei a tinta para ajudar a criar o céu e muito menos carreguei carrinhos de terra na construção do mundo, mas não vou dispensar a ajuda se ele quiser me dar. Não precisa pegar no pesado, basta que dê saúde para mim e minha trupe. Um bom emprego para os que vivem sob o meu teto e parceiros fieis, como os que tenho, para cada um. Só isso basta para esse cara que é tentado a sair da linha, mas descarrilar a vida eu não vou. Até posso, mas não quero, pois eu tenho exemplos no meu pai e vou segui-los. Quero deixar minhas pegadas na vida dos meus filhos, como o velho deixou na minha e não perdi nada com isso, até pelo contrário; 
ganhei...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

AINDA CHORAM OS MEUS OLHOS.




Não adianta o tempo passar, a vida explicar ou um esporádico sorriso tomar conta do meu rosto se a felicidade que nos unia se virou de costas quando da gente te cansaste.
Será que eram verdadeiros os abraços que me davas quando eu, sorrindo, te entregava flores dizendo que te amava? Não sei, talvez, mas só que não.
Tu fostes um dos melhores amores que eu tive, já que davas aos que eu a ti apresentava o mesmo tratamento que me dispensavas. 
Enquanto  brincavas nos momentos de agonia, das tristezas e das verdades, tu sofrias, mesmo assim nos confortavas. Em tempo algum, porém,  deixaste de ser meu parente ou meu amigo inspirador.
Finalmente vou deixar-te em paz, mas não sem antes te dizer que não vou te perdoar pela covardia de dizer   que tudo estava bem e  que nem a morte tiraria a tua alegria para em seguida, sem dizer adeus, bater as asas e ir pro céu.
Agora eu vou te deixar descansar em paz.  
Vá, e até breve. 
Não muito breve, porque mesmo que eu tenha te amado muito,  eu não teria a mesma coragem de deixar chorando aqueles que por mim sorriem.