para
tantos abraços e palavras gentis e bonitas.
Ainda na madrugada, por volta das seis, o galo da vizinha se rendeu ao primeiro canto acordando o padre que dobrou os sinos numa bela melodia .
A moça dos olhos da cor das folhas vicejantes se atirou
em minha cintura num gesto de audaciosa confiança e na mesa do café não me deixou falar de outra coisa que não fosse o tempo correndo atrás de mim com seus pesados sapatos
de chumbo querendo me envelhecer.
Bobagem, moça dos olhos da cor da mata, bobagem. Eu sou como o baobá que envelhece como tudo nessa vida, mas não demonstra os anos que carrega e mesmo que demonstrasse, frutifica generosos frutos, a cada vez.
Bobagem, moça dos olhos da cor da mata, bobagem. Eu sou como o baobá que envelhece como tudo nessa vida, mas não demonstra os anos que carrega e mesmo que demonstrasse, frutifica generosos frutos, a cada vez.
Foi, portanto, um dia de risos e abraços, de votos de
felicidade, de esperança e histórias inacabadas. Foi, posso dizer, o melhor aniversário que eu
passei ou vá passar este ano.
Até os amigos que aniversariaram e por criancice eu fingi não me lembrar,
ligaram ou vieram a casa num belo gesto de humildade.
Infelizmente a data passou e os amigos
queridos se foram com ela, mas deixaram, aqui, comigo, no quente do meu peito
esse carinho e a lembrança de quem os ama, de verdade.
Um beijo e obrigado, Léo e
Bernardo. Eu não viveria sem vocês.
Valeu, Zé da Dete! Já contei com você, mesmo sem ter usado desse direito, mas
contei.
Obrigado Neura, por me mostrar o
caminho.
Rosa da Igreja, que seguiu esse maluco
anos a fio para vê-lo saltar de paraquedas.
Claudete, que na infância dividia seu pequeno pedaço de pão, comigo.
Marcelo, cujo pai me ensinou a matar aula, quando éramos crianças.
Meus amigos, Alkleir e esposa, que deixaram em São Paulo o trabalho e o filho para voar, sem escala, rumo aos meus braços e os meus beijos justificando a proporção do nosso amor.
Milton César, que cresceu achando que eu era rico.
Meus amigos, Alkleir e esposa, que deixaram em São Paulo o trabalho e o filho para voar, sem escala, rumo aos meus braços e os meus beijos justificando a proporção do nosso amor.
Milton César, que cresceu achando que eu era rico.
Franklin, que, quanto mais cresce menor
do que eu, fica.
Rebecca, em quem aposto até as fichas
que não tenho.
Toninho, meu primeiro amigo. Padrinho dos meus diplomas.
Toninho, meu primeiro amigo. Padrinho dos meus diplomas.
Simone2, minha amiga querida que há muito comenta a festa que acha que dei e, se vocês pensam que eu esqueci da minha mãe, estão enganados. Minha mãe, sempre tão querida, esperou a hora exata, a mesma hora de quando nasci para ligar dizendo que me ama. Eu também te amo, minha mãe. Amo sem medidas. Amo como só aquela que divide comigo o teto sabe que sou capaz.
Pronto, já citei os nomes dos quais me lembro. Agora estão todos liberados para comentar a festa que fizeram em minha vida.
Pronto, já citei os nomes dos quais me lembro. Agora estão todos liberados para comentar a festa que fizeram em minha vida.




