terça-feira, 10 de dezembro de 2019

JANELAS DE CAROLINA.


    Sempre que passo lá está ela me olhando. E não importa se estou saindo ou chegando. Basta o zumbido da porta da garagem pra ela correr e, de esguelha, ficar me tirando. Sim, correr, porque ninguém acotovela em parapeito de janela o dia inteiro, não é mesmo? O bom é que ninguém jamais me questionou quanto ao número de vezes que eu a cumprimentei. Que tivesse sorrido ou simplesmente olhado àquela pessoa, pois se me perguntasse eu enrubesceria de vergonha porque jamais, nunca e em tempo nenhum me dignei fazê-lo. Mas por que, e o que me custava um gesto desses, mesmo que suas aparições não fossem eventuais? Pois é. Ontem, ao cruzar com a turma de doutorando, próximo ao salão onde eu seria diplomado bacharel, dei com a vizinha adentrando aquele espaço com os pais dela. Ué, pelo que me lembro ninguém da minha turma distribuiu convites na minha rua.  Foi quando me dei conta que também ali, no segundo andar daquele prédio, rolava outra festa. A de doutorado onde a princesa, aquela que se acotovelava pra olhar o arrogante súdito, colava grau.

16 comentários:

  1. Un buen momento para intimar
    💋

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  2. O que é que se passa com a minha cunhada mais nova (Carolina)?
    Aquele abraço, boa semana

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    1. Dobre a língua; doutora Carolina.
      Um abração, meu amigo Tamojunto.

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  3. Eu sou uma pessoa com falta de concentração e eu aprecio os seus textos, mas tenho sempre de os reler e concentrar-me!
    Muito bom mesmo!

    Abraço

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    1. Meio que pedagógico, você
      quis dizer, minha cara Micaela.
      (que nome lindo)
      Beijos, querida e obrigado pelo
      comentário.

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  4. Oi Silvio! Lembrei das namoradeiras nas janelas...Se bem que namoradeiras ficam o tempo todo na janela :D
    Quem nunca deu umas olhadinhas em amores platônicos, janelas, esquinas, portões...
    Abraço!

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    1. Por minhas banda tem muitas
      e sempre a olhar a vida alheia.
      São pretas lindas, vestidas como
      vestiam antigamente.
      Um beijo, Dalva e obrigado.

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  5. Carolina? A que tem na saia um lagarto pintado? Que se passa? Tem medo de lagartos? :)))
    Abraço divertido.

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    1. Na canção quem dá o rabo
      é o lagarto enquanto que,
      na minha história, nem ele
      e muito menos ela, a pobre
      da Carolina. (risos)
      Um beijo Elvira e obrigado
      por me lembrar da música
      que pelo que acho é da santa
      terrinha.

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  6. É, me lembrei da canção uma modinha típica de Trás-os-Montes que cantávamos na escola nos meus tempos de menina, e que pode ouvir aqui na voz de Ana Moura.
    https://www.youtube.com/watch?v=iBu8YKyAzUk

    E claro eu estava brincando.
    Abraço

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    1. E mesmo que não estivesse
      brincando, minha amiga. A
      minha admiração por você
      é passaporte pra falar o
      que quiser e na hora que
      achar que deve.
      Um beijo, Elvira Carvalho,
      a pessoa de nome e sobrenome
      na vida de agente.

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  7. Palhaço Poeta,
    Essa é uma verdadeira
    Namoradeira...
    Bjins
    CatiahoAlc.

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