sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

PARECE COISA DE MALUCO.

    Eu tinha medo de ser fraco como os covardes. De ser considerado mentiroso como os que negam a verdade em troca da vida ou de ser audacioso como os que morreram para provar que a morte é uma simples maneira de enxergar a vida. Tinha medo, não nego, e até mentia se a minha eterna felicidade não trouxesse prejuízo a ninguém, mesmo que perdurasse eternos segundos. Muitas vezes me contradisse. Muitos foram os momentos que confirmei o que havia negado momentos antes e afirmado aquilo que muitos juraram  que eu havia dito "não". 
Já descansei quando vendia energia e já levantei cedo para trabalhar em momentos que só deus sabe como pude erguer meu corpo. Já corri muito para chegar atrasado, como já retardei as passadas para não madrugar no encontro do dia seguinte. Já errei prestando atenção no que fazia e já venci Kasparov quando a mim só restavam 2 cavalos, um bispo e o rei. Já perdi num jogo de damas para quem se negava aprender as regras, como jazi por cinco dias com gripe curada com casca de limão. 
Acreditem, este ser que se curva para dizer de suas fraquezas e de suas mazelas tem muito a ver comigo, com você, e com aqueles que se deitam pensando em uma maneira de empurrar o mundo para novo rumo e acorda pensando num jeito de acertá-lo se desgovernar ladeira abaixo. 
-Você acredita ou discorda dessas verdades ou, quem sabe, concorde com quem acha que existe agente como a gente?

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O DONO DA PALAVRA.

   
   Eu não queria, mas como estamos em  festas,  vou contar como foi  o natal quando eu tinha 8 anos de idade.  A casa onde a gente morava era grande, tinha um fogão muito grande, uma cama imensa, como imensa era a mesa que mais parecia a de um grande banquete.  É claro que se eu voltar ao lugar onde morava, notarei que grande era tudo o que eu gostava de ver e pequeno talvez fosse só a estatura do menino que eu era. Pois bem.  No dia 25 de dezembro nossa casa estava cheia. Meus avós haviam chegado de Nova Friburgo onde moraram quase a vida inteira, depois vieram ficar com a gente. Minhas tias com seus maridos e filhos também estavam presentes.  No momento mais importante da festa, naquele em que se corta o peru, se abre as garrafas de vinho e no alto se bate uma taça na outra,  alguém batia com uma faca, um garfo ou uma colher na borda do copo pedindo silêncio e dando a palavra à minha mãe,   oradora oficial do evento.  Aquele era o momento que eu aguardava com ansiedade.  Mamãe se empertigava, elevava os olhos para cima e orava em voz alta agradecendo a Deus o momento e a oportunidade de ver todos reunidos em torno da mesa em seu santo nome.  Mamãe falava bonito, como falou até poucos meses atrás, mas naquela oportunidade mamãe, não me lembro por que motivo, não pode fazer sua pregação. Foi então que eu, com aquele tamanho, subi na cadeira, bati com as costas da faca na borda de um copo e pedi a palavras.  Foi o maior fiasco da minha vida.  As palavras que batiam asas e voavam da garganta da minha mães como borboletas, jamais conseguiram sair da minha.  Eu tentei, me esforcei, quis pedir ajuda, mas nada.  Nada do que eu achava que pudesse fazer consegui naquele momento. O que me salvou, talvez de ser linchado pelos olhares dos primos, foi alguém me pegar pela cintura e colocar de volta no meu lugar de onde jamais deveria ter saído.  Minha avó aplaudiu a intenção do seu neto e com ela os outros bateram palmas em memória ao nascimento do filho de Deus.  Eu fiquei enclausurado por muitos anos depois daquele, mas hoje, se alguém precisar de um orador experiente e que tenha a verve da coisa, por favor, escolha uma outra pessoa ou lá, com certeza, eu não me farei presente.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

SÃO USADAS E NÃO RECLAMAM...

    

    Acho que vocês se cansaram de me ouvir falar de cachorro, de amigos que partiram dessa para a melhor e das saudosas lembranças que trago da infância.  Agora, depois de pensar muito a respeito, decido por minha mudança. É claro que não me refiro deixar a serra onde eu moro, mas de falar sobre  coisas que a gente acredita normais, talvez eu consiga fazê-lo de maneira diferente, quiçá, mais amena.
      Vou tentar, porque esta é a minha proposta, falar das mulheres que pagam valores absurdos num corte de cabelo comparado ao que pagam os homens.  Tudo para a mulher tem carga maior, porém os salários, comparados aos nossos, é que deixam a desejar.  Muitas exultam com a facilidade de acesso as casas de festas, chamadas de boates e de bailes, que delas cobram pouco ou quase nada para que tenham acesso aos salões, ao passo que dos homens cobram o dobro ou mais.  É claro que a presença feminina é usada como isca para atrair homens e rapazes.  No dia em que essas moças acordarem para o fato, haverão de cobrar dos patrocinadores por sua entrada, ao invés de pagarem, mesmo que pouquinho para entrarem. A mulher leva o riso, a beleza, e tem com a sua presença o poder de mudar hábitos e costumes assim como transformar um faturamento simples em um verdadeiro conto das arábias. O artigo 5º da constituição dá à mulher e ao homem direitos iguais, por isso a classe feminina deveria reclamar de algumas benesses, como também dos preços que a elas desrespeitassem.  Aí vocês me perguntariam;  quem não gostaria de participar de uma grande festa sem precisar meter a mão na carteira? Aqueles que se consideram o sexo forte da espécie (como se existisse sexo fraco), precisam pagar e muito bem pago para estarem ao lado dessas deusas que, como as flores, exalam o perfume do cio e a beleza da vida.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DESCULPEM, MAS PRECISEI REPETIR O TEXTO.


    Vagabundo era um vira-latas, desses que ficam soltos por aí correndo atrás dos carros sem lugar para morar. Sempre que eu passava o sujeito me encarava e se eu não parasse para falar com ele me seguia até me convencer. Então eu me sentava ao seu lado enquanto Vagabundo se concentrava me olhando e só o rabo chicoteava o chão. Era certo que o jeito  pedia colo, mas ninguém dava atenção a um vira-latas cheio de histórias para contar, mas eu ouvi suas lamúrias, e ele, é claro, acabou ouvindo as minhas. Graças ao amor que despertou em mim eu decidi trocar seu nome. A partir daquele momento Vagabundo se chamaria Válter.  Válter porque "Vagabundo" não é nome que se dá a cachorro que a gente gosta e eu gostava do sujeito. Tudo o que presta e também o que não prestava, confesso, ensinei para ele. Talvez fosse por isso que o cachorro aprendeu falar tão depressa, me garantiram. Quando o levava a sair comigo, nada do que eu fizesse era sem a sua participação. Se por ventura eu comesse alguma coisa a melhor parte era dele. Com certeza era por isso que seu pelo brilhasse ao passo que o meu.... Nem te conto. Válter adorava cachorro quente com molho de tomate, batata palha e maionese. Aliás eu nunca entendi esse cara que não comia cachorro quente sem molho, mas na hora de comer só a salsicha o interessava. Vai entender!
  Na segunda-feira de carnaval e não na quarta-feira de cinzas daquele ano Válter deu um latido estranho, tremeu como se estivesse com frio e morreu. Morreu como se não quisesse me fazer sofrer com sua morte. Nem demonstrar que sofria a pessoa demonstrava, pelo menos nunca o vi jururu pelos cantos e muito menos deixado de fazer festa quando sabia que eu ia levá-lo a sair comigo. Jamais deu pinta de que estivesse sofrendo. 
Como é que um cão tão forte e bonito como aquele podia morrer numa hora dessas, meu Deus? Válter, seu filho da puta, você acabou com o único carnaval que minha mãe me permitiu brincar, sabia? E como se isso não bastasse ainda leva consigo a alegria de quem me contava suas aventuras, seus sonhos e até dos amores, correspondidos ou não, ele me falou. Desculpa, mas até hoje eu não me conformo com a sua partida. Se você tivesse me dado um toque, uma pista, feito com que eu entendesse que alguma coisa não ia bem ou que a morte o estava embrulhando para viagem eu teria tomado alguma providência. Não sei exatamente qual, mas teria feito qualquer coisa, como rezar, jurar que deixaria de roubar dos meninos no jogo de botão, coisa que eu fazia com certa malícia ou nunca mais tomaria banho pelado com os outros moleques no Rio que separa Vigário Geral de Caxias, onde praticamente aprendi a nadar enquanto na margem eu  deixava minhas roupas com você tomando conta. Desde aqueles tempos eu não tenho olhos para nenhum bicho da tua espécie. Não quero saber de cachorro para trocar  nome, para ensinar a falar e principalmente, com quem me abraçar e chora nas horas triste da vida enquanto você, entendendo o meu sofrimento, deixava uma lágrima correr dos olhos dizendo que era minha e não sua, seu mentiroso. Não, nada de cachorro para comer o melhor do meu Hot Dog. Nada de bicho para me impedir de chorar ou chorar comigo. Não quero mais um companheiro que me deixe com cara de retardado falando com quem não entende, segundo os anormais que acham que bicho não fala.
Agora chega, senão eu choro. Esse texto era só um motivo pra dizer que cresci, amadureci e já sinto as pernas  fracas, os cabelos embranquecendo e uma leve curvatura na coluna, mesmo assim  não esqueço o Vagabundo do amigo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SÓ DEUS SABE COMO AS AMO.


    A  menina vive a expensas do pai que carinhosa e sabiamente a prende a cordéis que a farão mover para cima e para beijo, para um lado e para o outro. Depois da escola e dos cordéis do seu pai seu coração a levará até o seu novo titeriteiro, por quem ela se apaixonará, se casará e terá os seus filhos. A gravides a manterá presa aos barbantes até que ao seu coração seja dado o direito da liberdade.  Liberdade de pulsar pelos filhos e por quem, sob encanto, a sustentará. No dia em que seus "escudeiros" a deixarem e de sua vida partirem, essa moça sofrerá com a lembrança de seus carcereiros, mas dando a ela a certeza de que na prisão era quando se sentia livre para ser feliz. Hoje, sozinha, lembra com tristeza dos pais que se foram, do marido de quem é viúva, e dos filhos ora formados, mas trabalhando e morando em países distantes. Este momento de liberdade pura e total, não a deixa feliz como quando vivia, livre, atrás dos altos muros com grilhões nos pés e nas mãos.  
- Quando a menina se torna mocinha um certo detalhe a segura em casa ou suja sua roupa. Quando maior e com isso ela se acostuma, tem a virgindade com que se preocupar e no futuro não tão distante se entrega nos braços de um amor que a manterá só para ele, longe dos olhares cobiçosos, porém cheia de filhos, e se tudo sair como se espera, netos. Talvez por isso eu as respeite e as ame, tanto.

sábado, 9 de dezembro de 2017

SAUDADE DE VOCÊ...


     Escritor é alguém que utiliza da palavras escritas para comunicar ou passar ideias das mais variadas formas, como técnicas e estilos. São uns abençoados que têm o poder de saber produzir contos, textos jornalísticos, posts em blogues, peças de teatro, poesia, romances e ensaios entre outros, no intuito de passar informações aos seus leitores. Um escritor normalmente é hábil em transar a linguagem do momento no sentido de ampliar as ideias de um povo. Escritor, eu poderia dizer, é a pessoa que escreve uma obra de sua autoria, qualquer que seja ela. 
   Digo isso para falar de um cara que há dois anos nos privou de suas histórias indo morar noutro lugar. Era um privilégio poder ouvi-lo sorrindo contar seus casos no distante 1992 ou 93, quando chegamos a dividir uma mesinha no bar da Dias Ferreira com General Urquiza, onde a cerveja e a melhoria dos meus conhecimentos nos faziam próximos. Ali o João me falou dos seus filhos  Bento, Manuela, Francisca e Emília e em certos momentos deu-me a certeza do amor que tinha por Berenice, sua mulher. João era recém-chegado da Alemanha, dos Estados Unidos e do nordeste brasileiro.  Suas histórias, ricas em conhecimento e sabedoria, engrandeciam em muito nossos momentos, pois, que tinha ele formação em terras brasileiras, porém os graus foram colados ao som de hinos estrangeiros. Não tinha como evitar o crescimento da minha amizade por esse baiano, ao passo que ele sucumbia de curiosidade quanto a mim que quase nada dizia da minha vida. A bagagem de João era desse tamanho, enquanto eu, que aprendi a ler nas páginas dos livros de Monteiro Lobato, como ele, não passo de um mero devoto do gênio de quem falo agora. 
Quando a gente chega aos quarenta anos começa a deixar o futuro para o futuro e se dedicar a viver o presente que, evidentemente, está calcado num passado muito próximo, e nele, os amigos que nos deixaram por motivos diversos, inclusive de morte, como aconteceu com João. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

LEDO ENGANO.

      
   

      Seria bonito, gentil e educado o homem admitir ser a mulher mais forte, maior e especial em todos os sentidos comparado a ele. Não seria favor algum acreditar que a beleza assim como os prazeres da vida são resultados da presença da mulher.  Ela que é sinônimo de beleza, de bondade e de companheirismo, enquanto os homens não passam de individualistas e mal educados. Eu até diria que não somos apropriados para consumo, pois, quando somos aceitos por ela a tratamos como propriedade da nossa vaidade, da nossa intolerância, da nossa impaciência e da nossa burriquice. Assim que a mulher surgiu no paraíso, aonde até então só o homem habitava, passamos a rodeá-la, e como quem não quer nada nos aproximamos até que seus olhos atingissem o alvo dos nossos.  A partir daquele momento começamos a construir um inferno grandão, bonito e muito bem decorado com belos quadros nas paredes, cômodos enormes, partas largas e janelas panorâmicas. Banheiros espelhados, salas luxuosas, cozinha nos fundos e um quarto de causar inveja como se fosse um palácio de princesa.  Tudo para "agradá-la". A cama então nem se fala, melhor e mais confortável que as dos Marajás, Príncipes e Reis. Um homem dançaria a dança do acasalamento durante toda a sua vida buscando a mulher que aceitasse o que ele teria para oferecê-la e só no instante em que concordasse com as suas mesuras e promessas é que a vida começa de verdade. Para nós, homens, a vida seguirá o seu curso, mas para ela, mulher, a vida se transformará numa eterna prisão. Aquelas portas enormes que podiam ser vista pelo lado de fora não seriam as mesmas de saída. Estas são pequenas aberturas por aonde pequenos tacos de pão e canecas d'água chegam para o seu regalo em nome do amor. Assim são os palácios que os homens prometem para consegui-las, como também são os que as mulheres pensam serem verdade. Nós, os homens, não seremos jamais o senhor dos seus desejos, haja vista que você é nossa, só nossa. Você é nossa mãe, como também é nossa professora e a nossa mulher. Mas você não terá nada além de minutos prazerosos e segundos de felicidades, enquanto nós teremos tudo, inclusive teremos você em tempo integral. Este ser por quem dedicamos 70% de nossas vidas até conquistá-la é de direito e de fato quem nos tem sob seus pés, sob sua beleza e sob as ordens que não obedecemos por invertermos o valor das coisas. Na relação íntima de um casal ele se realiza, se completa pra depois dizer para os amigos que a partir daquele momento se tornou mais homem e muito mais viril ao passo que ela recolhe a roupa largada no piso do quarto, cuida dos filhos sem vontade de cuidar do próprio corpo que perde a beleza e o viço. Ele, entretanto, estremece o mundo com o seu grito de guerra, de macho feroz em busca de novas presas.
-Ledo engano.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

LINDO JEITO DE AMAR...

    A reação que o gozo provoca nas pessoas continua causando discussão, principalmente os das mulheres. Certos homens provam, ao ejacular, terem chegado às vias de fato ao passo que certas mulheres acabam em convulsão. Tem gente afirmando que um grande número de mulheres finge ter um orgasmo enquanto o homem, nem sempre. 
Eu digo nem sempre porque eu mesmo já fingi. 
Tem homens que gozam durante as preliminares enquanto outros levam um tempo muito maior para se satisfazerem dando a parceira mais tempo de se ajeitar dentro do processo. Dependendo da parceira o cara chega a ter vários orgasmos durante a transa e em alguns casos o gozo múltiplo é possível ou eu mesmo, se não fosse verdade, teria me internado para tratamento.
Depois de gozar a mulher se deixa em Standby, mas dependendo da virilidade do parceiro, logo estará disposta às novas investidas. Os homens que gozam uma vez ou aqueles que gozam a transa inteira têm o momento pós gozo bastante parecido. Em ambos os casos o macho relaxa e dependendo da parceira e do ambiente, pode até adormecer. Isso não é sinal de fraqueza; é do homem. Até o dia seguinte o humor dos participantes se mantém leve,  sorriso grande nos lábios enquanto a pele viça rejuvenescida. O melhor que eu vejo nesse gol a favor é a valorização que damos a vida e, por conseguinte a felicidade e a paz que as mulheres conquistam para tocarem a dureza da vida.
Eu diria que um bom orgasmo as faz desabrochar como flor, enquanto o homem...
Bem, neste caso eu estaria legislando em causa própria se dissesse que nos sentimos poderosos, atléticos, tipo semideus, o que nos tornaria, modéstia à parte, machos contumazes. Já as mulheres, não por arranharem, morderem o travesseiro, gritarem ou chorarem, como fizeram as que eu tive o privilégio de conhecer, provam, fazendo isso, que o gozo está chegando. Nem sempre isso é tão verdade como o prazer que a elas é permitido. Uma relação sem pressa, sem medo e sem pecado entre casais de boa saúde, proporciona à mulher o direito de encerrar o ato até fingindo que gozou, já que seu gozo faz melhor ao homem do que a ela propriamente dito. Quando o homem leva a mulher ao orgasmo dificilmente ela badalou sozinha aquele sino. Sempre tem a parceria carinhosa e inteligente de alguém que de mãos dadas a leva passear pelo jardim do paraíso enquanto o orgasmo abre suas asas sobre os dois.
Alguns casais, não muitos, se dão ao luxo de chegar às vias de fato ao mesmo tempo. Isso é sintonia fina. É bingo! É o tiro certeiro. É flecha cortando o vento rumo à mosca preta do tabuleiro.
De toda forma é necessário continuar os estudos sobre a matéria, mas sem esquecer-se da prática, e de preferência gritar às sete curvas do mundo os resultados conquistados, não calando como vem acontecendo. 
Gozar ou não gozar não é a questão, mas o prazer adquirido há de se convir que não tem preço.