sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UNS CHORAM A VIDA, OUTROS A MORTE.

   
       Como diz Cazuza, os meus ídolos morreram todos de overdose. Meu pai, minha mãe, Elvis e Sinatra, João Ubaldo, Cauby, Wander lee, George Michael, Prince e Michael Jackson, como Marília Pera, e agora Cabrita; a Neide Aparecida do Saí de Baixo. Cada um num percurso diferente. Uns pelo vício de melhores momentos, outros pelo uso indevido do tempo enquanto a minoria, talvez por ter sido amada como foram meus pais, se intoxicasse com o sentimento a ela dedicado.  Sabemos que a perda não é justificada ou relevante, pois, se um gato sujar nos cantos mais absurdos da casa de sua dona ao invés de na caixa de areia, nem por isso a possibilidade de trocá-lo por outro será aventada, mesmo que o negócio, aos olhos dos mais exigentes, seja encantador e lucrativo. Agora pensa se o infeliz morre. Está na cara que seu dono também morrerá com ele, mesmo que um pedacinho, pelo menos, o bicho levará consigo. Esse tipo de perda não é e jamais se tornará objeto de discussão num país místico, como o nosso parece estar se tornando com o surgimento de tantas igrejas e o convertimento de céticos ao Islamismo, ao Cristianismo e ao Judaísmo. Não fosse tal crença e a gente nasceria e cresceria sem mesmo pensar que o fim dos sonhos e de todas as esperanças está na morte que, talvez, seja a única certeza que se tem.
      Neide Aparecida, sofri com o mal que a vida fez a você, mas continuo sorrindo com o que você causou em mim.

6 comentários:

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    1. Pena é que eu tenho
      ciência do fato.
      Um beijão e, valeu!


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  2. Uma reflexão que não é nada fácil!
    A morte ... para quem assisti causa algum desconforto e dou comigo a pensar:
    _ E o que sentirá verdadeiramente quem sabe da sua anunciada morte!?
    bj

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    1. É uma pergunta e tanto,
      minha querida amiga, mas
      se você souber, por favor,
      não me conte. Prefiro a
      surpresa dos outros com eles
      do que a minha própria, comigo.

      Uma beijoca e obrigado pelo
      comentário.

      .

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  3. Uma bonita homenagem, Amigo.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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    1. Eu não me canso de falar desse
      cara. Acho que ele é o resultado
      de todos os estudos e de todas as
      pesquisas.
      Que descansa em paz em qualquer
      lado que seja, de Deus.

      Graça, meu amor. Um beijo e
      obrigado por ter vindo.



      .

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