terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FRUTA EXÓTICA

      Joguei a pasta no sofá e me esparramei na cama na intenção de descansar e me deliciar com a dedicatória que a mulher do meu  vizinho postou na contracapa do "CASA GRANDE E SEUS DEMÔNIOS" quando me deu de presente, ma eu, esquecido como só eu sei que sou, o deixei  no banco de trás do meu carro.  Eu estava bastante cansando, mesmo assim fui buscá-lo.  A luz da garagem não era lá essas coisas por isso ficou difícil saber de qual carro vinha a respiração ofegante de alguém que parecia estar transando.
Assim que chequei eu achei que duas pessoas se amassavam no carro, mas só com o tempo os sussurros denunciaram o veículo de onde vinham. Eu, é claro, me escondi atrás da pilastra até descobrir de quem eram na intenção de me surpreender.  A voz parecia com a da Andreza, que me deu o livro, e cujo fogo obrigava o marido a traçá-la em qualquer que fosse o lugar. Com certeza ela teria agarrado o marido para adiantar, ali mesmo, o que fariam no aconchego do 502.  Mas a voz de quem tinha 16 ou 17 anos, senão menos, me deixou perceber  que não era com o marido que transava, já que demonstrava medo em ser descoberta, fato que jamais a incomodou desde que se mudou para lá. O que de fato a mulher pretendia era experimentar uma fruta tirada do pé. Disse ela que moradores aproveitavam  a pouca claridade para transar dentro e fora de seus automóveis o que tranquilizou quem estava com ela.
 O reflexo do farol de um carro, do outro lado da rua, me deixou perceber que se tratava da filha mais nova do vizinho do quinto andar, onde moro, e que se deixou conquistar por quem não via obstáculo algum em levar para a cama quem despertasse a sua libido e pelo que deixou perceber, a garota despertou.
Gente, aquela imagem enrubesceu minhas faces de tal maneira que eu me senti ardendo em febre. Cada músculo do meu corpo endureceu, e como eu sou uma pessoa normal, agarrei um deles e me acabei ali mesmo enquanto observava as duas se comendo. Dei a mim o carinho que eu precisava.  Entrei em transe com o que via e com o que eu mesmo fazia, enquanto elas gemiam, choravam a dois metros dos meus olhos caramelados, até que a garota urrou como uma loba sinalizando que tinha gozado. O barulho de um cachorro bebendo água voltou a quebrar o silêncio e só parou quando a mulher berrou acordando a vizinhança, inclusive me tirando da letargia que o gozo me colocou.
- Este foi o livro que mais emoção me proporcionou, mesmo que eu não o tivesse lido".