sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O QUE EU ACHO DA POLÍTICA BRASILEIRA?
(Castelo).

  Infelizmente, 2/3 da população brasileira é composta 
de miseráveis, sem instrução e informação. Essa é a faixa de eleitores em que Lula tem o maior índice. Pensam eles que estão votando num "igual", um homem do povo. Mas Lula, há muito tempo, faz parte da elite brasileira que ele diz combater, muito rico, poderoso, cheio de regalias e mordomias. O eleitor do Lula é fanático, não vota com a razão, vota com a paixão, e o raciocínio lógico e objetivo não tem lugar quando entra a paixão. Ele tem carisma, é inegável, e para essa gente que vota nele não importa a quantidade inacreditável de todo tipo de falcatruas e roubalheira que o seu governo patrocina, muitas delas já comprovadas, porque a paixão abafa o raciocínio. Isto os impede de perceber que, ao votarem para a continuação desse estado de coisas, é como se estivessem dizendo: 
" - Podem continuar agindo sem respeito à ética e à moral, mentindo, roubando e repetindo todos esses crimes que nós não ligamos, até damos a maior força. Somos todos solidários". 
De certa forma, são todos cúmplices dos crimes cometidos porque os estão aprovando com seu voto. 
Faltam, principalmente, educação, valores éticos e morais, saber o que significa isso, afinal. Faltam noções mínimas de honestidade. Isso se aprende na escola que, infelizmente, o povo não tem. Será preciso que seja abolida a idéia de que se tem que levar vantagem em tudo, não importando os meios para isso. É preciso, URGENTEMENTE, abolir a crença de que todos levam alguma vantagem quando podem e, se não levam, é porque lhes falta oportunidade. E, se todos levam, então, porque não levar alguma também... 
Esta será a mais terrível herança que o governo (?) Lula deixará: 
- A banalização da corrupção como algo comum, algo que todos fazem e que, portanto, não é tão grave assim....
(Castelo)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

LAVO AS MÃOS.

      Esse ano eu pretendia deitar-me com as galinhas e acordar com o galo cantando no meu ouvido, mas não consegui. Pretendia cuidar do que resta de mim, como cuida da horta o aguerrido plantador, mas também não encontrei tempo ou coragem.  Eu pretendia cuidar da pele, dos cabelos, das mãos, das pernas e dos pés, para que a mulher que escolhi com quem passar o resto da minha vida tivesse prazer de olhar para  seu homem.  Infelizmente ela me olha como a menina olha o pipoqueiro na praça. Se é doce ou salgada não importa, o que interessa é que estejam quentinhas. Queria parar com essa bobagem de pensar que homem que é homem não usa creme, não faz sobrancelha e não cuida das unhas. Talvez eu até conseguisse, mas o creme pode sujar as poltronas.  Os pelos das minhas sobrancelhas sairiam à base de sofrimento e as unhas, há muito eu as tenho aparadas rente ao "sabugo", principalmente quando o Mengão joga. Eu queria, pelo menos, ter as mãos bonitas para tocá-la quando chegasse à casa, e com elas fazer um coração no momento da despedida.   Só eu, pelo que tenho observado, não cuido da minha aparência como os amantes se cuidam para as suas mulheres.  Para que servem os banhos que tomo durante o dia se lavo tão somente o que acho que não está limpo?  Ninguém quer saber se o que é feio está perfumado.  O que querem saber, de fato, é que, não só o corpo do homem é limpo como a imagem, com a qual a natureza permite que ele se pinte, também o seja.  Mesmo assim eu me levanto nas manhãs de todos os dias para, antes do primeiro gole de café,  ir ao banheiro, tomar meu banho, escovar os dentes e aparar os cabelos que crescem onde eu acho que não seria necessário. Faço a barba, dou um sorriso para o espelho e saio em busca da beleza, que para minha felicidade, se encontra do outro lado da porta a minha espera.  

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

OBRIGADO AMIGO.
"Clique aqui em baixo".
https://youtu.be/Nm5N4iFLU0g

     
      Eu jamais pude dar a você  uma prova da grandeza da minha amizade  a não ser quando por cinco anos eu fui seu fiador.  Fato que você nunca deixou de mencionar num bate papo entre a gente.  Você, no entanto, quantas vezes se sacrificou deixando a zona de conforto da sua casa para ver esse cara que num gesto de extrema valentia trocou a certeza de vários anos vividos com uma mulher que a ele deu filhos e a própria vida por outra que, até deu certo, mesmo nada conspirando a favor. Talvez o amigo não se lembre, mas nos idos de 2011 quando a chuva castigou quem tinha bens e era feliz, assim como aqueles que não tinham nada além de um canto para dormir, um sujeito corajoso, talvez sofrendo mais do que os que perderam suas casas, seus bens e suas famílias, subiu até o pé da serra onde uma de muitas barreiras bloqueava a estrada e a vida dos que se tornaram estatística a partir dali. Esse cara, impedido de cumprir seu intento, avisou pelo celular que estava ali para me ajudar, para secar uma possível lágrima que por ventura eu chorasse e para me dar a mão naquela hora de sofrimento.    Você, Marcelão, talvez segurando o pranto, queria porque queria me entregar, sem ter como, os mantimentos que trazia consigo assim como me emprestar algum dinheiro, mesmo estando eu amparado pela sorte como garanti a você que estava. Hoje, depois de deixar a mulher que divide comigo o teto dela, voltei ouvindo o rádio do carro.  Nele tocava, por incrível que possa parecer, u’a música que me reportou aqueles dias.  Zeca Pagodinho que havia sofrido na carne o que você, Macelão, sofreu por Nova Friburgo, arregaçara as mangas e fora à luta.  Puxou água de dentro das casas de quem não conhecia,  suspendeu móveis e utensílios para lugares mais altos e mais seguros das casas e deu comida e bebida a quem perdeu sua cozinha, seu fogão e a torneira de água limpa durante alguns dias.  Passada a turbulência o sujeito sentou-se num canto escondido e para não chorar, se é que não chorou quando todos choravam, pegou um pedaço de papel e uma caneta e compôs a oração que eu me arrisco dizer que é nossa, do Zeca, do povo de xerém, do Marcelão e minha, que seco na cara a teimosa lágrima que teima fugir ao meu controle, e o faço na certeza de sua generosa e tamanha amizade.  Que bom ter você por perto, Marcelo, mesmo que distante.  Obrigado, muito obrigado meu amigo.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

LUTANDO CONTRA O DESTINO.
silvioafonso

      Talvez Maria não tivesse a intenção de ser a melhor mãe do mundo, até porque, os filhos das mulheres que conhecemos tinham, pelo menos, uma qualidade, enquanto os dela, nada que fizessem, por melhor que fosse, tinha para ela algum valor.  Maria era boa pessoa, boa esposa, cumpria a tempo e a hora com os seus afazeres e achava que agindo assim despertaria nos filhos a ambição de lutar pelo que fosse real.  Como mãe não era diferente de nenhuma outra, mas se um filho ou uma filha precisasse de ajuda para decidir que rumo dar à  sua vida, não devia contar com ela a não ser que fosse para saber como se cuida de uma casa, de um marido e dos filhos, se os tivesse. Aí ela se sentia à vontade para dar os seus pitacos. Um dos filhos dessa senhora, por exemplo, queria estudar para escrever a programação da rádio da cidade, mas para ela ninguém enchia a barriga se alimentando de letras ou ouvindo as baboseiras da emissora.  As meninas, por sua vez, queriam ser engenheira, farmacêutica, advogada ou professora, mas a mãe fazia cara feia e não discutia o caso.  Para ela filha mulher tinha de aprender a cozinhar, lavar e passar, assim como tomar e dar conta do marido e de sua casa no futuro. Com o passar do tempo, tudo mudou, mas só Maria continuava a mesma.  Uma das filhas se casou, como era do desejo de sua mãe, mas não deixou de estudar.   Fez o fundamental, o curso médio e não contente por ter se formado em pedagogia, fez pós-graduação e mestrado na matéria. Hoje dá aulas em duas faculdades da cidade. A outra fez como a primeira.  Casou-se e teve filhos, mas estudou até seu nome constar entre os graduados de medicina. Com as outras duas não foi diferente.  Uma é advogada, procuradora da república, enquanto a mais nova, formada pela Puc em psicologia, tem livros traduzidos para seis idiomas, como era sonho dela.   O rapaz continua fazendo o que sempre desejou, escreve a pauta da rádio local e auxiliar em algumas séries da TV.  Maria está a beira da morte, mas, pelo que consta, não é feliz.   Sabe que depois dos filhos desobedecerem suas ordens, só os terá em casa no mesmo dia e na mesma hora se ela vier a falecer.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

IRMÃO CAMARADA.

     

     Liguei uma, duas, três vezes em horários diferentes e ele não me atendeu.  A gente tem divergência de pensamentos como todo mundo tem, concordo, mas nem por isso o mais vibrante harpejo pretende mudar no outro a forma de entender o som, mas sim, de se afinarem como instrumento da mesma banda.  Por isso eu liguei tantas vezes, muitas, diversas e ele não se tocou e muito menos retornou a ligação ou este desabafo não seria pertinente.  Antes de tomar tal decisão eu aguardei sentado ao pé do celular na expectativa de poder ouvir aquela voz empostada e a contundência da  sua gargalhada.  
        Com o passar do tempo e com o medo nefando de perder o melhor dos melhores amigos que já conquistei, decidi digitar outra vez os mesmos algarismos daquele telefone, e o fiz uma, duas, diversas e diversas vezes, mas ele, como havia feito em oportunidades anteriores, não quis ou não teve como me atender.   Certamente esqueceu o aparelho no carro e este numa rua distante, mas tão longe da gente que talvez precisasse de anos para chegar até lá onde o celular se encontra e nele conferir o número de vezes que dele eu me lembrei.  Eu não queria perdê-lo, meu amigo, esta jamais foi minha intenção ao dizer aquilo que falei, pois o que de fato eu pretendia era encurtar os elos da corrente que nos mantém ligados um no outro, como irmãos siameses que você, seu safado, querendo ou não querendo, jamais deixará de ser meu...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

BRASILEIRO VOTA MAL? ACHO QUE NÃO.
(Bruno N. Vargas.)


Segundo dados colhidos pela Fundação Getúlio Vargas, os brasileiros confiam mais no judiciário do que no executivo e legislativo. Pois perceba que o poder judiciário é o único desses três no qual o próprio povo não escolhe alguém do próprio povo com a finalidade de o representar no poder. 
Estanho isso, não?
Assim se fala muito em crise de representatividade no país. Não creio em crise nenhuma. 
Também não acho que a lei da Ficha Limpa seja eficaz para melhorar o cenário. Pelas ruas vemos que as posições políticas da maioria é a da maioria no congresso. Mais do que isso, se as pessoas votam em corruptos, não podemos dar uma de herói fascista a fim de impedir elas de votarem nessas pessoas. Lembre-se que uma frase do tipo "rouba mais faz" é suficiente para lhe dar votos. Outros então ganham votos por fazer palhaçada. E tudo isso as pessoas recebem, analisam e votam.
(Bruno N. Vargas)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONSEQUÊNCIA DE VOTAR MAL.
(Paulo Ribeiro de Souza)


  Vemos – com grande tristeza – que a maioria de nós, brasileiros, ainda não aprendeu
 a votar conscientemente. A impressão que temos é de que as maciças campanhas para elucidação de nada adiantam e que o brasileiro parece não dar a mínima atenção à esse ato de civismo que, contraditoriamente, é a única forma de mudar a situação de ostracismo que parece ter caído sobre a nossa nação, historicamente refém da corrupção que corrói de forma contumaz o pouco do orgulho que nos resta, após seguidos tombos em nossa trajetória política. Depois de décadas de sofrimento e sendo sufocados pela ditadura militar, aprendemos a escolher os nossos representantes para o legislativo e executivo para, logo em seguida, numa ação histórica, tiramos do poder o primeiro presidente eleito pelo voto popular (depois de lutarmos tanto para termos esse “direito”), o qual esfregou na cara de todos os brasileiros o quão idiotas fomos. Mas numa controversa invertida, após algum tempo, demostrando não termos a mínima memória cívica, o elegemos novamente para o senado federal, esquecendo de tudo o quanto ele nos fez e como se o passado tivesse ficado para trás e nada mais importasse, afinal, como diz um ditado que parece mais vivo que nunca: “Nada é tão ruim que não possa ser piorado”. Não contente com isso, ainda elegemos, tempos depois, um congresso tão apodrecido que, ao ser deflagrada a maior rede de corrupção já vista na história deste pais, vimos – com muita tristeza – que o que fez o ex-presidente expulso pelos “caras pintadas”, o faz parecer um “singelo ladrão de galinhas” perto do esquema de corrupção mais absurdo já montado desde a fundação desta nação, o que nos faz acreditar que – ainda que seja a maior rede de bandidagem que já tomamos conhecimento – existam ainda, infelizmente, coisas muito piores escondidas sob o tapete da nossa história política. Não à toa, vemos hoje, a corte máxima do país julgando (para a vergonha brasileira) os atos de corrupção escancarada num país que parece ter se transformado numa eterna “zorra”. E quando pensamos que isso é inerente a este ou aquele partido político, ficamos chocados ao saber que não existe um só partido político de conduta ilibada nesse Brasil (o que pode ser visto, por exemplo, no livro “A PRIVATARIA TUCANA”, do autor Amaury Ribeiro Jr). Após tudo isso, o que nos resta? A única coisa que ainda podemos fazer é aprender a VOTAR DIREITO, afinal de contas, somos responsáveis por toda essa corja que aí está e se perpetua no poder como hienas que não largam o osso nunca. Portanto, como não me canso de dizer jamais, precisamos aprender a votar direito, porque cada povo tem o governo que merece! Logo, antes de trocarmos o voto por um par de chinelos, por uma cesta básica, por uma dentadura ou pelo que for, que pensemos um pouco mais sobre as consequências de um voto mal dado: Quatro anos de lamúria sem fim (e sem direito a arrependimento). Até porque a punição a políticos corruptos ocorre como a passagem do Cometa Halley: Muito, mas muito raramente, quase que um evento folclórico! Portanto, antes de elegermos um palhaço ou um ladrão para nos governar, é bom pensarmos bem, pois os palhaços deste “circo” somos nós mesmos, que votamos mal e rimos depois… Mas da nossa própria desgraça.
(Paulo Ribeiro de Souza).

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DOIS PESOS
(Antonio Tabet)

          Dois amigos - até sabe-se lá Deus quando - argumentavam:
- Foi golpe.
- Não foi golpe.
- Foi golpe.
- Não foi golpe.
- Foi golpe.
- Não foi golpe.
- Foi.
- Não foi.
- Foi o que então?
- Impeachment.
- Armado pela oposição.
- Que até outro dia era situação.
- Ainda é situação.
- Então não foi oposição.
- Que situação!
- Que vocês elegeram.
- "Vocês" uma ova! Eu votei na Dilma.
- E no Temer.
- Eu votei na Dilma.
- E no Temer.
- Mas votei nela pra presidenta.
- Presidente.
- Presidenta.
- Presidente.
- Presidenta.
- Presidente.
- Presidenta Dilma.
- Vice-presidente Temer.
- Vice não é presidente.
- Agora é. Presidento.
- Tirar a Dilma é fácil.  Quero ver continuar com a Lava-jato.
- Continuaram.
- Continuar com a Lava-jato é mole.  Quero ver o manter o Bolsa-Família.
- Mantiveram.
- Manter o Bolsa-Família é tranquilo.  Quero ver nomear mulher para cargo com status de ministério.
- Nomearam.
- Nomear mulher para cargo com status de ministério é obrigação.  Quero ver acusar o Lula.
- Acusaram.
- Acusar o Lula é previsível. Quero ver acusar o Lula sem dizer que não tem provas mas tem convicção.
- Mas não disseram!
- E não disseram que iriam cassar o cunha também?
- Cassaram o Cunha também.
- Mas a Dilma foi eleita democraticamente.
- O Cunha também.
- Mas a Dilma não inventou a corrupção.
- O Cunha também.
- Mas a Dilma foi julgada por um plenário corrupto e sem moral.
- O Cunha também.
- Mas tirar a Dilma não vai acabar com a corrupção.
- O Cunha também.
- Mas nele foi justo.
- Ele diz que foi golpe.
- Mas não foi golpe.
- Ele diz que foi golpe.
- Mas não foi golpe.
- Foi golpe.
- Não foi.
- Foi.
- Não foi.
- Foi.
- Não foi.
- Não foi o quê?
- Não foi golpe.
- Pronto.  Concordamos.
- Golpe baixo.
- O do Cunha também.