quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PELO MENOS PARECE...

     

     Minha mãe me achava sem jeito, meio abrutalhado, já meu pai tinha outra ideia a meu respeito.  Minhas irmãs me chamam de mané enquanto os meus amigos me chamavam de irmão.  Como se vê não precisamos mudar nosso jeito  para agradar ninguém, até porque você jamais o conseguiria.  Tem vez que me acho durão até de mais para o cara que eu sou, mas também tem momento que me sinto um banana diante de certos acontecimentos, mas em tempo nenhum eu pensei me suicidar por causa disso.   Diante da minha mãe, por exemplo, eu me sinto um brutamonte aos pés de tanta doçura.  Diante do meu pai, pelo que  transparecia nos olhos dele, um maricas ou algo parecido.  Minhas irmãs pensam que sou um bobão perante os outros por conta da minha "ingenuidade", mas os amigos, os verdadeiros, me acham compreensivo, coerente.  Eu nunca me preocupei com isso e mesmo que pretendesse mudar não conseguiria.  Jamais sairia dando porrada para provar minha macheza pro meu velho ou para agradar as minhas irmãs sairia cobrando aqueles a quem eu tivesse emprestado alguma coisa.  Com a minha mãe, então, eu em nada melhoraria a minha imagem dizendo palavras que ela sabia não serem minhas. Ninguém, por mais que se esforce conseguiria ser a metade do que mamãe foi enquanto viva. Com base no que disse acima eu afirmo que todos temos três personalidades.  São elas; a nossa, a que vivemos e a que gostaríamos de viver. Haja vista que diante do Papa nos comportamos de uma maneira.  Diante dos nossos filhos de outra e de outra quando estamos com os amigos. Fora os momentos em que, chegando em lugar desconhecido e diante dos olhares curiosos a gente não tente demonstrar ser o que não se é.  Essas coisas são inerentes a qualquer pessoa e ninguém precisa ser exatamente como o outro para ser igual, já que igual é aquele que tem traços diferentes.