quinta-feira, 6 de outubro de 2016

CONSEQUÊNCIA DE VOTAR MAL.
(Paulo Ribeiro de Souza)


  Vemos – com grande tristeza – que a maioria de nós, brasileiros, ainda não aprendeu
 a votar conscientemente. A impressão que temos é de que as maciças campanhas para elucidação de nada adiantam e que o brasileiro parece não dar a mínima atenção à esse ato de civismo que, contraditoriamente, é a única forma de mudar a situação de ostracismo que parece ter caído sobre a nossa nação, historicamente refém da corrupção que corrói de forma contumaz o pouco do orgulho que nos resta, após seguidos tombos em nossa trajetória política. Depois de décadas de sofrimento e sendo sufocados pela ditadura militar, aprendemos a escolher os nossos representantes para o legislativo e executivo para, logo em seguida, numa ação histórica, tiramos do poder o primeiro presidente eleito pelo voto popular (depois de lutarmos tanto para termos esse “direito”), o qual esfregou na cara de todos os brasileiros o quão idiotas fomos. Mas numa controversa invertida, após algum tempo, demostrando não termos a mínima memória cívica, o elegemos novamente para o senado federal, esquecendo de tudo o quanto ele nos fez e como se o passado tivesse ficado para trás e nada mais importasse, afinal, como diz um ditado que parece mais vivo que nunca: “Nada é tão ruim que não possa ser piorado”. Não contente com isso, ainda elegemos, tempos depois, um congresso tão apodrecido que, ao ser deflagrada a maior rede de corrupção já vista na história deste pais, vimos – com muita tristeza – que o que fez o ex-presidente expulso pelos “caras pintadas”, o faz parecer um “singelo ladrão de galinhas” perto do esquema de corrupção mais absurdo já montado desde a fundação desta nação, o que nos faz acreditar que – ainda que seja a maior rede de bandidagem que já tomamos conhecimento – existam ainda, infelizmente, coisas muito piores escondidas sob o tapete da nossa história política. Não à toa, vemos hoje, a corte máxima do país julgando (para a vergonha brasileira) os atos de corrupção escancarada num país que parece ter se transformado numa eterna “zorra”. E quando pensamos que isso é inerente a este ou aquele partido político, ficamos chocados ao saber que não existe um só partido político de conduta ilibada nesse Brasil (o que pode ser visto, por exemplo, no livro “A PRIVATARIA TUCANA”, do autor Amaury Ribeiro Jr). Após tudo isso, o que nos resta? A única coisa que ainda podemos fazer é aprender a VOTAR DIREITO, afinal de contas, somos responsáveis por toda essa corja que aí está e se perpetua no poder como hienas que não largam o osso nunca. Portanto, como não me canso de dizer jamais, precisamos aprender a votar direito, porque cada povo tem o governo que merece! Logo, antes de trocarmos o voto por um par de chinelos, por uma cesta básica, por uma dentadura ou pelo que for, que pensemos um pouco mais sobre as consequências de um voto mal dado: Quatro anos de lamúria sem fim (e sem direito a arrependimento). Até porque a punição a políticos corruptos ocorre como a passagem do Cometa Halley: Muito, mas muito raramente, quase que um evento folclórico! Portanto, antes de elegermos um palhaço ou um ladrão para nos governar, é bom pensarmos bem, pois os palhaços deste “circo” somos nós mesmos, que votamos mal e rimos depois… Mas da nossa própria desgraça.
(Paulo Ribeiro de Souza).