terça-feira, 22 de março de 2016

NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR.

    Na semana passada eu vi o povo, de muitos estados, bater panela pelas ruas da cidade. Hoje, novamente, me deparo com um quadro parecido,  mas desta vez já não é o que torce por mudanças como dias atrás, mas para que permaneçam as coisas  do jeito que estão, talvez por achar que sairia mais barato ou que os privilégios, que acha que tem, não fossem tirados dele. No Rio de Janeiro o número de pessoas não tinha a metade do anterior e em São Paulo só uma parte da Av. Paulista tinha gente gritando palavras de ordem. Antes eram os desempregados marchando em prol de um País mais justo, melhor, e que inspirasse confiança em quem nele investe. Um país que tivesse para cada família um teto de acordo com o número de filhos. Um pais que tivesse trabalho para os que não se cansam com o que fazem e que dele possam tirar o seu sustento.  Hoje, no entanto, quem toma as cidades, as praças e as ruas são os que acham que não se deve mexer em nada, porque como está, tá bom, mas  se piorar, quem sabe não fica melhor?  Vendo esse quadro eu, que vivi a minha vida inteira caminhando por uma estrada que tem como margem direita o bem e a ordem, e pelo esquerdo, a falcatrua, a roubalheira, a mentira e a falta de Deus, sou obrigado a depositar minhas armas, a levantar sobre a minha cabeça os meus braços, com os quais ajudei a erguer a pátria que tanto amo e deixar que a minoria faça de mim e dos meus iguais aquilo que desejam.  Infelizmente eu sou honesto suficiente para não aceitar este tipo de jogo, mas não sou tão insensível que não possa perceber que mais uma vez o Brasil está sendo tirado da gente. A primeira em 1.500, quando nos entregaram para plantá-lo e agora, quando é chegado o momento da colheita.