sábado, 2 de janeiro de 2016

HOJE É OU FOI NATAL?


Mal os cantos natalinos fugiram ao deleite dos meus ouvidos e uma rolha de 
champanhe desperta a  minha atenção. Um brinde, dois goles e o céu se cobre colorido de flores chamejantes, ao passo que um batalhão de tambores arrasta um certo ano novo pela mão.  Lágrimas de quem não se desapega e festa e riso dos que há horas se desapegaram. 
Eu juro que nem me dei conta da chegada do ano novo e tão poucas horas depois eu o chamo de velho e até pulo sete vezes a mesma marola, que teimam dizer que são ondas, em 
comemoração à triste despedida.
Os amigos que vieram buscar o meu beijo já se foram e do lugar que eu vim, faz tempo, de lá eu voltei. Na boca eu tenho o sabor da festa e no corpo o cansaço de ter festejado tantos réveillons que até os meus ombros se curvam de felicidade ou, quem sabe,  de  teimosia. 
Agora é voltar com tudo a seus lugares e dar continuidade, dentro de uma nova proposta, a vida que se leva desde que se descobriu que se bebe e se come na chegada de um novo ano e se 
come e se bebe pelo ano que findou. 
Feliz Ano Novo, gente! 
Eu sei que o mundo nada fará pela paz, mas, se eu estiver certo, por favor, nada faça, também, 
pela guerra.