sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

GRITO DE GUERRA.

     
        Quantas vezes você saiu em busca de um emprego e voltou sorrindo para retornar outras e outras vezes para não matar na família que depende do seu salário, a esperança?
           Quantas foram as preces que você fez ao Senhor e nem da seleção uma delas constou e nem por isso blasfemou contra o criador?
           De quantos  você escondeu a ferida das mãos quando reergueu  a parede que matou o seu ente querido?
          Essas perguntas a gente se faz a cada dia, a cada hora e a cada instante aqui perto ou além, distante.  Tem momento que a sorte nos prega uma peça ou seria uma pegadinha que Deus nos impõe para nos alertar? Seja lá isso o que for não importa, porque se a gente acredita no trabalho, na família que se tem, nos amigos que nos cercam e no cumprimento das nossas obrigações, nada existirá nesse mundo que nos ponha medo. Gente de vergonha na cara não senta para pensar no problema e muito menos se corrompe por soluções imediatas já que pessoas como nós não se escondem pelos cantos armando falcatruas, mas cai dentro, mesmo que as lágrimas lhes embacem as vistas, porque é arregaçando as mangas e suando o corpo que o sucesso, pode até demorar, mas com o tempo será conquistado.  Nada de pensar em soluções mascaradas, pois nenhum remédio com nome doce te cura se não amargar goela abaixo.  Muitas vezes meu pai chorou vendo a mesa vazia, mas em momento algum o velho descansou os braços ou aqui não se teria a lembrança do seu nome.  
          No Brasil os anos tem sido de muito trabalho e pouca esperança.  Quem tem condição de abrir novos caminhos não se permite calejar as mãos, enquanto os trabalhadores que ora lamentam o desemprego não sabem o que fazer com a energia que sua honra lhe depositou nos braços.
           Portanto, nem vou parar o meu trabalho para gritar;
          Arriba, Brasil!
         Avante, gente, porque chorar pode ser preciso, mas sorrir, com certeza, é muito melhor...