segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

ETERNO ATÉ QUE DURE.

Minha filha me acordou dizendo que o Papa Francisco seria o último depois de Pedro. Eu, sem me dar conta de quem proferia tais palavras, tentei rolar para o canto para dormir o sábado que amanhecia chuvoso e frio, mas não deu. Tive de abortar a ideia tão logo vi Baby soluçando com o celular na mão dizendo que desse ano, 2016, o mundo não passaria.  Suas palavras retumbavam em minha mente e ainda com o gosto da ponteira do guarda-chuva na boca tentei convencê-la de que tal fato não passava de especulação de proféticos descamisados que enlouquecem com o que o Google, de vez em quanto,  lança em suas redes. Gente, nós estamos viajando numa nave há séculos e no percurso que a terra faz, muitos acidentes têm acontecido e vão continuar acontecendo. Nessa caminhada tem buraco de todos os tamanhos e tipos que a gente precisa pular, tem pedras enormes, valas imensas e grandes despenhadeiros a serem contornados.  Antes da gente ter como vasculhar o espaço além dos nossos narizes a terra já se defendia desses perigos, e se a gente é o que é, é porque, te tudo, essa bagaça não foi assim tão mal dirigida. Hoje, que o ser humano armou uma trincheira contra tais eventualidades, não há porquê tanto desespero. Vamos levantar cedo, fazer o ritual que nos incutiram fazer nossos pais, respeitar as leis dos outros, inclusive as nossas e trabalhar. Se possível, estudemos para simplificar e melhorar o que fazemos, e se você acredita em algo além do que eu expus aqui, continue acreditando, mesmo que pensem diferente de você, porque, para nossa sorte, ainda somos uma nação livre.
"Durante o café eu pude ouvir minha filha falando com uma 
amiga sobre um barzinho que abriu aqui embaixo, no nosso prédio, onde uns colegas dela cantam, tocam violão e ainda se come uma pizza para ninguém botar defeito.  Eu, particularmente, gostei muito quando lá estive e pelo que conheço da minha menina o mundo poderá acabar em breve, mas essa noite, com certeza não será possível".