sábado, 30 de janeiro de 2016

DO PALHAÇO À POESIA.


Eriçaram o meu espanto e a minha agonia.

Meus pelos, de pé, buscam por um momento teu, de libido e de tesão. Ficam em ponto de quebradura tal a rigidez da envergadura.
Dói de casmurro meu desejo. Tua boca vermelha molhada do gozo reprimido, tremula viva oferecida como cordeiro presenteado aos deuses descaídos do Olímpio, agarrados às sedas que tresmalham de Freya, deusa-mãe da dinastia, as pernas abertas pavonadas.
Não insista, não belisca, pois se durmo não sinto a vida e se não vivo não pretendo a lápide fria, mas  teu colo quente, com cheiro de gozo ardente aonde já me esvaí em sumo branco, seiva que procria.