domingo, 27 de dezembro de 2015

SE CHOREI OU SE SORRI...

 
Eu já esperava por sua chegada, por sua alegria e pela maneira incondicional que você
tem de se fazer amar. Chegou arrastando consigo as pessoas de quem mais gostava e como quem não quer nada arriou ao lado dos pés as tralhas para me beijar a face. Com as mãos vazia do que trazia deu-me, de todos, o melhor dos seus abraços. O grau de amizade e de respeito era de real grandeza que o ar me faltou  no momento do gemido. Pegou de volta o necessário a sua estada e entrou na casa que, até a sua chegada, era minha. 
Poucos foram os acordes que um dos que o acompanhavam me deixou ouvir da guitarra que tocou, como poucas foram as chances que a sua alegria me deixou para sofrer as amarguras que o ano inteiro me impingiu, e para piorar, até o meu trabalho não passou de um singelo passeio no parque quando feito por 
um dos que se atrevem acompanhá-lo, tal o esmero com que é feito.  
Você, meu velho e querido amigo, me deu com sua trupe inseparável, o esperado presente de todos os anos, de passar seu natal comigo, sob o mesmo teto, sob os meus olhos e a minha admiração. O agradecimento e o amor que dou e sinto por você é tamanho que 
nem ciúme dos que o terão no espocar dos fogos festejando o ano que 
principia, me fará sofrer mais do que já faz.  
Feliz Ano Novo, meu amigo. Obrigado pelos brindes, pelos sorrisos excessivos que muitas vezes me fizeram doer a face e até pelas lágrimas que às escondida você me permitiu chorar. Obrigado pelos encontros e pelos desencontros, pela credibilidade nas promessas que fiz, pela confiança de deixar sua família conviver com a minha e por me amar da maneira que, eu tenho certeza, você me ama.
Um beijo e um ótimo ano, quando procurarei merecer, ao seu lado, 
viver tudo de novo.