terça-feira, 1 de setembro de 2015

AS APARÊNCIAS ENGANAM...

           Fui apresentado a um sujeito que há muito tinha na poupança o que poucos daquele lugarejo já conseguiram.  Mesmo assim levava a vida como levam os miseráveis. Peço desculpas por comparar um sujeito desse tipo aos que a vida lhes virou às costas.  Na ocasião eu cheguei a pensar que ele tivesse uns oitenta anos de idade. Só que não. Pouca coisa mais da metade ele tinha, mas aparentava um século de frustração, revolta e sofrimento. A ele fui apresentado por quem saltitava na bonita e saudável terceira idade a que pertencia, enquanto o sujeito, de quem estou falando, aparentava de todos ser o mais idoso. A ele era preciso dar satisfação do que era  feito ou se pretendia fazer no "condomínio onde morávamos", mas com o tempo, todas as peças encontraram seu lugar no tabuleiro. Aí eu apaguei a transparência da minha vida, não por ele me ignorar como fazia, mas por não merecer que nenhuma pessoa do bem lhe desse ouvidos. Foi uma bênção a gente ter tomado essa providência, pois com o passar dos dias se foi notando que algumas coisas sumiam da minha casa e só agindo com um pouco de malandragem eu fiquei sabendo que ele seria o autor dessas façanhas. Com auxílio de gente de sua estirpe ele fez um gato na minha luz e com outros iguais a ele desviava a minha água para a sua residência. Sua mulher, que também não saía da igreja, se calava diante dos maus feitos do marido nos dando a mim e a minha família a certeza do quão desonestos eram. O agravante, a meu modo de ver, é constatado na defesa que fazem da igreja evangélica a que pertencem, como se eles fossem um exemplo a ser seguido. Tais pessoas são capazes de discriminar os gays como se na sua família não tivesse, pelo menos um, que dividisse os gomos da mesma fruta.  Fora o comentário pejorativo que fazem dos erros dos outros como se eles também não os cometessem.
        De todos os males que vem fazendo à humanidade, talvez o voto que deram à Dilma seja de todos o pior.