sexta-feira, 28 de agosto de 2015

É SÓ SAUDADE...


Minha madrinha se diz muito ocupada, mesmo assim arranja tempo para namorar 
meu blog e reclamar que eu demoro  para renovar os textos. Acontece que a bela mulher que escolhi para minha dinda, até dizendo que tem 50 blogs para atualizar diariamente não encararia uma vida turbulenta e emocional como a que vivo, já que todos os dias eu me levanto às 6h30m, levo uma parte da família para o trabalho e a outra para a escola e olha que na maioria das vezes me deito de madrugada.  Ás 12h eu ajeito a nossa comida, inclusive a dos profissionais que no momento trabalham comigo para depois tentar junto ao computador, trabalhar um pouco para o pão de cada dia. Depois volto para pegar, como venho fazendo há 8 anos anos, a turma que levei pela manhã. Minha dinda, no entanto, levanta às 10h para sentar na vassoura, digo, pegar na vassoura e dar o trato, como diz que dá na casa onde mora. Depois toma um cafezinho antes de ir para a praia cair e  levantar,  levantar e cair com os caixotes que o mar lhe faz questão de lhe dar. Seu marido, que para minha alegria também é meu camarada, se levanta depois da comida ser servida no quarto que ele arrisca chamar de escritório. Aliás e a propósito; ter o próprio escritório dentro do quarto, quem é que não quer, não é mesmo? Depois da sobremesa o amigo se estica para fazer a sesta. Ao acordar, caso não esteja chovendo, o que nem sempre acontece, o moço moreno caminha até a beira do mar onde molha aquele pezinho 39 e se esparrama na areia para focar melhor nas pernas da mulherada. Às 17h o casal volta para o café. Toma um banho e como ninguém daquele estado inteiro é de ferro, ambos vão até o "escritório" para um cochilo, e se porventura acordarem depois do jornal nacional, aí é que o bicho pega de verdade; quem será que vai  desligar a TV se do controle ninguém tem notícia? Como podem ver, a pessoa que cobra do trabalhador um momento de reflexão não faz conta do quão ocupado o sujeito pode ser, e como por aqui não passa cachorro de rabo em pé, como diz a minha avó, eu vou mandar o meu recado; dinda, tô morrendo de saudade e se a senhora não estiver braba com o que eu acabo de dizer, por favor, bata a areia dos pés de vocês para melhor calçarem as sandálias e venham para cá porque motivo pra gente passear, beber e dar boas gargalhadas  não nos falta.
Um beijo aos incautos que me leem e a bênção, madrinha e padrinho, pois tô saudoso de morrer.