sábado, 6 de junho de 2015

VONTADE QUE DÁ.

    Quantas vezes já te quiseram mandar às favas e quantas outras tu tiveste esse desejo?  Tem momento que a gente tem vontade, não só de ir  embora da vida da outra pessoa como também da nossa  se ela  vai se tornando insuportável. Quando alguém se vê nessa situação é porque o copo está mais para meio vazio do que para meio cheio e se a gente não deu um basta ainda é porque acredita que a relação tem jeito. Eu, sinceramente, não acredito. Esse negócio de discutir relacionamento é conversa do boi tatá, pois quando um é chamado às falas  o outro vem com  seus porquês acendendo o estopim da briga ou continua agindo da mesma maneira longe do conhecimento do parceiro. Do que adianta você buscar salvar um casamento se o outro não cuida do que a ele foi designado? Isso se você estiver fazendo a sua parte caso contrário não haverá jeito que dará jeito.  Eu tenho um casal de amigos que jurou parceria e fidelidade em tudo que fizesse. Combinou que fulano faria isso e ciclano aquilo, mas com o passar do tempo o acordo foi caindo no esquecimento. Enquanto ele trabalhava em busca do sustento da casa ela se dedicava ao social.   Ele lutava para fazer o dinheiro render ao passo que ela com a Internet e os amigos encontrava  jeito de gastá-lo. Enquanto ele, das 8 às 20h, tirava uma hora de almoço e quinze minutos para um cafezinho ela servia bolos de vários sabores aos que, não sabemos por que, não saiam de sua casa. O marido chegava cansado e suado para encontrá-la bonita, fogosa e perfumada como se fosse a uma festa. Do jeito com que ela tratava os amigos que a visitavam e que não tiravam os olhos de suas pernas e do seu belo par de peitos, cuja dona fazia questão de manter bem preso  para não saltar de sua blusa como volta e meia parecia que ia acontecer, a coisa não poderia tomar outro caminho. O marido não concordava com os riscos que a situação criava. Até porque, de longe, quando chegava do trabalho,  já ouvia a voz da esposa e da visita que corria para ele com elogios à sua mulher enquanto ele, é claro, fingia amar o carinho que demonstravam ter por ela. Esta situação não poderia durar muito, como não durou.  Ou ele mandava a mulher embora ou ele deixava a casa onde moravam. O plano bê seria ele se associar ao grupo ou fazer de conta que não vê o que acontece a frente do seus nariz, mas isso é uma outra história.