quinta-feira, 18 de junho de 2015

GOL DA ALEMANHA!



     Engraçado. Se eu digo que o amor é doído, que magoa e faz sofrer, logo vem alguém dizer que eu nunca me apaixonei ou teria sentido qualquer coisa parecida ou ainda, quem sabe, eu já não estivesse caducando, pois o mencionado sentimento seria o único capaz de construir para a eternidade, como bem diria Marques Rebelo. Tal fato me leva a crer que tudo ou quase tudo que você escreve não interessa, não tem crédito ou é mentira. Tem uns que, corajosos, aplaudem o seu trabalho enquanto outros, nem sempre a minoria, entortam a boca como se quisessem morder a própria orelha. Eu sei que tem gente que aprecia o meu jeito de escrever, enquanto uma boa parte lê os meus rabiscos por não ter opção menos ruim. Talvez seja por isso que existe um cronista para cada gosto. Uns bastante temperados enquanto outros vêm com pouco ou quase sal nenhum. Gostaria de deixar claro que esse artigo não é uma queixa, mas é um esclarecimento, haja vista que eu prefiro a crítica negativa ao silêncio dos falsos eruditos. Hoje, por exemplo, um amigo aplaudiu o texto em que eu falava do exemplo de bravura dos atletas tricolores cariocas no estádio da bombonera, mas não deixou de excomungar este pobre diabo por ter escolhido o time da Gávea para torcer. Ah, vai tomar banho. O que estava em questão era a valentia do Fluminense e não o meu gosto particular. De qualquer maneira eu me amarrei com o que falaram, mesmo sabendo que a escolha de um time para torcer não quer dizer que o cara é mais inteligente ou menos letrado, que é mais bonito ou menos rico que os outros. No fundo, no fundo. Somos todos um bando de bobalhões perdendo tempo para ver um time que gasta milhões em salário e mesmo assim esses pernas de pau nem para acertar os passes prestam e ainda por cima nem sempre ganham quando jogam com times considerados pequenos.
- E tenho dito.