sábado, 27 de junho de 2015

DEPOIS DO BAILE...

     Saiu do futebol que jogava nas sextas à noite e, aceitando o convite do amigo foi até a casa dele onde mora com a irmã. Lá tomou banho, conheceu a irmã que, com tão pouca idade, já tinha corpo, cara, jeito  e o mesmo fogo da mulher que se arrisca em troca de novidades, mesmo que pretensiosa a esse ponto ela não fosse. Mais tarde os dois rapazes iriam a um baile funk, quem sabe à caça de novas conquistas? A irmã do amigo, no entanto, não saía dos seus pensamentos e se ela não fosse ainda tão menina ele daria um jeito de ficar com ela aquela noite. Talvez por descender de senegalês ele tivesse certeza de que deixaria nas areias litorâneas da vida dela o registro dos seus passos. Durante o tempo em que ficou na festa o jovem afro descendente praticamente não bebeu, porém fingia estar bem alto. Na saída os dois poderiam ter convidado qualquer uma daquelas moças que ficam na rua depois do baile com propósito de esticar a noite até que ela rebente, e muitas vezes nem se importam com quem fazem isso. O amigo, no entanto, preferiu levá-lo de volta a casa e retornar para dormir na sua.  Assim fizeram, mas ao chegar a casa do amigo resolveu ir ao banheiro, com isso ganharia tempo para rever a garota caso ele tivesse despertado nela qualquer tipo de interesse. Esse tempo não só foi suficiente para revê-la como para os irmãos, de comum acordo, convidá-lo a passar aquela noite evitando com esse geste precisar fugir das prováveis blitz da lei seca.  Aquilo era mais do que ele poderia desejar. Passar uma noite ao lado de uma potranca selvagem igual aquela era o mesmo que acertar os seis números da mega sena, e até o momento em que ela o levou pela mão aos aposentos, previamente preparado para ele, o rapaz não se dera conta de que ela tinha, como ele, as mesmas intenções, e como o gajo demonstrasse interesse em tomar uma ducha a garota tratou de levá-lo ao banheiro dos fundos da casa para em seguida trazer-lhe uma toalha. Quando chegou ao lugar aonde o tinha deixado, eis que o seu deus de ébano estava como veio ao mundo, quer dizer, muito melhor do que quando veio, pois tinha tudo aquilo viçando, meio assim, meio assado, entre os membros inferiores. Talvez aquela imagem fosse mais bonita do que o dia ensolarado de primavera que havia feito, concluiu em pensamento, mas sem largar a toalha que trazia junto ao peito e tirar os olhos gulosos de entre as pernas do rapaz. Estática se manteve ali de pé até que foi por ele despida e  levada à cama aonde viveram em tão pouco tempo os momentos mais longos e felizes de suas vidas.