terça-feira, 27 de janeiro de 2015

NÃO FOI RUIM, MAS TAMBÉM NÃO
FOI TÃO BOM ASSIM...

Eu sei que não importa para ninguém se o meu fim de semana foi bom ou fui ruim
até porque eu posso mascarar um dia triste dizendo que jamais passei um tão maravilhoso ou negar a beleza da paisagem diante do meu nariz e da brisa atrapalhando os meus poucos cabelos enquanto o que sobrou das ondas que rebentam lá fora em alto mar acabam marolando nas minhas pernas. De qualquer maneira  o meu fim de semana foi ótimo, de verdade, e não careceu de pompas para tal. Foi bom porque estive entre amigos que ao brindar a nossa antiga amizade não reclamaram das contas, das dores e do governo. Falamos somente dos momentos livres que nunca foram suficientes, dos beijos sinceros e respeitosos que jamais nos satisfazem e das mentiras que são o combustível que nos move à enfrentar a dureza do dia a dia. Foi, portanto, um pedaço de sexta-feira, um sábado inteiro e um domingo de flamengo campeão,  repleto de riso e felicidade.
Dois dias e meio para  ninguém botar defeito.
Esta tem sido a forma de como eu tenho vivido a vida. Se o meu joelho doesse a ponto de me  proibir  correr na praia, eu canto uma canção sentado a beira da calçada porque logo vem alguém  batucando  para me acompanhar ou até, quem sabe, me socorrem com acordes de violão. Ninguém precisa saber que a dor futura será o troco da vida passada que se teve. À ninguém é necessário entender que o ócio é a revanche dos tempos em que você se deitava tarde e acordava cedo para ficar mais horas com os amigos fazendo o que só a vocês dava prazer.
Agora é diferente porque é carnaval, e pelo que fiquei sabendo a gente vai se acabar na rua ou dentro de qualquer salão, só não vamos parar com a pintura do quadro que começamos no dia 13, até pelo contrário,  continuaremos a pintá-lo com cores cada vez mais fortes para realçar a paisagem que desponta, já que para isso dedicamos muito amor e muito esmero.