quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JESUS NASCEU. CREIA NISSO!



A minha cidade se enche de orgulho ao nos devolver as praças com seus coretos e 
jardins enfeitados com pisca-piscas coloridos que pintam de luz, depois das casas ao redor e das árvores centenárias, o presépio do menino Deus. Os sinos batem a qualquer hora do dia ou da noite nos permitindo descansar, tão somente, nas frias madrugadas até que o foguetório na matriz nos ponha novamente de pé. De qualquer forma eu estou feliz, mesmo não tendo sido convidado para uma festa aonde todos estarão, menos o aniversariante e eu. O aniversariante porque, mesmo emprestando sua data à festa, para ela não será lembrado, e eu porque aguardo a secretaria de saúde de Nova Friburgo cumprir com a obrigação de me permitir levar o meu pai à cirurgia que já deveria ter sido feita em 28 de agosto próximo passado, mas não foi porque faltava a presença de um otorrino e um aparelho que intubasse o pobre diabo que anestesiado jazia sobre a maca fria de um hospital municipal no interior do Estado do Rio. E como eu disse, é natal ou quase natal. Se Jesus não nasceu ainda, certamente a senhora sua mãe já sente as dores do parto enquanto a gente, aqui na terra, reza para que ela tenha uma boa hora, e a minha família o meu pai de volta são e salvo do mal que o aflige.