sábado, 6 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!



O verão ainda não chegou, mas o sol que decidiu tirar 
férias e por conta própria passá-la aqui no alto da serra, como este ano está fazendo, me obrigou a comprar um aparelho de ar condicionado de 12 mil btus., para enfrentá-lo. Ontem, por exemplo, o céu escureceu nos dando a impressão de que Santa Bárbara iria se vingar da gente novamente, como em 2011, quando puniu aqueles que mereciam ser punidos e os que nada fizeram para merecer tamanho sofrimento. Felizmente tudo continuou esquentando, sim, mas nada que nos desse a certeza de que os morros desceriam ou que subiria o nível dos rios. Há dias, como já falei aqui, eu e o meu pessoal fomos a Minas Gerais onde vivemos, por poucos dias, eu sei, mas o suficiente para nos fazer lembrar a nossa infância.  Em três dias vivemos tudo o que vive e faz a criançada no curto período da adolescência. E se não fizemos tudo, pelo menos deixamos essa impressão em quem viveu conosco aqueles momentos mágicos, de luz e fantasia.
Agora, nessa tarde de sexta-feira, chove lá fora. Talvez lá fora e aqui dentro do meu peito, porque alguma coisa me diz que a tristeza do natal que este ano demorou a chegar, já bate à nossa porta. Digo isso porque o natal é uma data festejada com bebidas e risos, mas no fundo, a gente só bebe e ri para maquiar a tristeza que nos toma por inteiro. Eu acho que esse ano poucos virão me abraçar, me beijar e comer o meu piru, que dessa vez estará enorme, mesmo sabendo que bebida e o dito cujo eu tenho para todo mundo.
Feliz natal para os que passarão comigo e para os que me levaram à ventura do riso farto e do choro contido, como aconteceu recentemente e que, por motivos que não me dizem respeito, estarão distantes e longe da gente, como diz a minha avó, que também não se fará presente.