quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DEFEITO, EU? QUALÉ!

A gente fala dos outros sem a mínima preocupação do que possam pensar da gente.  
Geralmente rejeitamos a distorção alheia por sua grandeza em detrimentos das qualidades que nem sempre dá para serem vistas ou não fazemos a mínima questão de enxergá-las. A psicologia diz que atacamos os defeitos dos outros na tentativa de corrigir os nossos. Quanto as qualidades que normalmente são poucas, pelo menos achamos isso dos outros, com estas pouco lidamos. Eu noto o grau descompensador de uma amizade entre duas pessoas.  Aquele que sente forte admiração por um amigo costuma dizer que o outro é o maior amigo que já teve, quando na verdade ele próprio é que é o grande amigo do outro, pois se um tiver que morrer por essa amizade não será a mulher do outro que ficará viúva, mas a sua.
Eu acho que estou vivendo esse dilema ou algo muito parecido com isso em minha vida.  Tenho amigos que acho serem os meus melhores amigos, quando na verdade sou eu quem morre se alguém tiver de dar a alma para ressuscitar o outro. Eu sei que minha mulher faz tudo por mim, até falar mal ela fala, mas de mim e não de outros comigo.  Minha mãe me considera o melhor dos 5 filhos, mas depois dos quatro, tenho certeza. Eu, no entanto, tenho por minha mulher o desejo que todos os homens têm por qualquer uma outra ou por todas juntas e no entanto se consideram fora do normal por amar a tantas e achar que elas só o têm por amante. Minha mãe tem de mim um quinto do amor dos filhos, mas o que eu dou a ela tem o mesmo valor que os outros quatro juntos. Meus amigos juram que sou seu melhor amigo, mas escolhem outro na decisão final. É como o júri do Faustão na dança dos famosos. Elogia um concorrente como se fora ele o rei do baile e depois o penaliza com uma nota tão baixa que deixa o cara com cara de chuchu.  
Feliz Natal para os meus parentes, minha família e os meus grandes amigos, e também para mim que sou um bobo, não um bobo assim tão grande como me fazem acreditar, mas um bobo sem tamanho, mesmo tendo o tamanho que tenho.