terça-feira, 4 de novembro de 2014

FOGOS DA COLHEITA.

Finalmente para poucos o meu livro está pronto. Para os amigos, uma obra de arte. 
Para os mais ajuizados, um punhado de papel jogado ao vento. Todos que mexem com arte sabem que a crítica tem o peso de mil elefantes. Tem comentário que levanta os que já não se sustentam, como também tem os que enterram o que acham estar morto.
Enfim, a obra está no ponto de forno. Momento em que a minha amiga, Catiaho, a tomará nos braços, como se fora um filho, e o levará à lapidação para o desbaste final. Enquanto isso, nós, reles mortais, aguardaremos ansiosos que a musa da literatura, como Kelly Klein, faz questão de chamá-la, retorne trazendo numa almofada vermelha, o resumo da ópera. 
Foram dias de falsas tristezas e meras alegrias. Foram dias de clausura e incerteza, de chuva miúda na vidraça e vento por baixo da porta. Foram, portanto, dias a espera da planta frutificar. A flor já se fizera à luz da minha vida, como é sabido, só o viço não me regalava os olhos, como pensei quando plantei. 

Obrigado Catiaho, minha amiga e 
obrigado a minha mulher querida.