quarta-feira, 1 de outubro de 2014

VOTAR PRA QUÊ?

Antigamente os candidatos a cargos eletivos prometiam 
aquilo que a população queria e quando eleitos simplesmente melhoravam alguns postos de saúde ou davam uma “guaribada” numa escola aqui e em outra ali enquanto os funcionários  responsáveis pela obra  recebiam bons salários. Isso, de certa forma, era justo. Hoje a coisa funciona  de maneira diferente e como os políticos sabem que o povo não mais aceita ser iludido, resolveram difamar os adversários para não perderem ou precisarem dividir com outros o poder que têm nas mãos. Quando um respeitoso cidadão ou cidadã indignado com as falcatruas  se arrisca  na política para justiçar o povo, logo alguém, da situação, o convida para uma  aliança, e caso não aceite um lado escuro do seu passado, se ele tiver, será mostrado na Internet infernizando a vida do pobre coitado, pois desacreditá-lo junto aos eleitorado é, para os que se veem ameaçados de perder a "boca", uma questão de honra.
 É nesses momentos que eu digo aos que me leem que o bem é frágil diante da monstruosa força que tem o mal.   
Nenhuma verdade se sustenta frente a uma mentira bem elaborada. 
Nenhuma nação verá o sonho ou o desejo de sua gente realizado se aqueles que têm o poder não desejarem. O povo, na sua maioria, sabe assinar o nome e ler certas palavras, mas daí a discernir sobre o que leu vai uma distância imensa.  
O professor que não recebe um bom salário não ensina bem aos que gostariam de aprender, e os que não aprendem, dão o pescoço ao cabresto que lhes é oferecido.  Quando um pedagogo e outros formados,  não importa em que área,  se empregam, o professor é o que receberá menor salário.  Estudar pedagogia para quê, se ao pedagogo não é dado o direito de lecionar para todas as séries do curso fundamental.  Para ministrar aulas da metade do curso em diante  é necessário ter licenciatura, pós-graduação, mestrado, doutorado ou tudo junto.  O governo, talvez por ser mal formado,  dificulta o aprendizado de sua juventude enquanto o professor que merece todos os incentivos é desestimulado com a miséria que recebe.  
Esperamos ver um dia o salário dos docentes e demais trabalhadores de nível superior no mínimo equiparados. Para isso será necessário uma inédita vontade política dos gestores públicos e da sociedade, como um todo.
Quem está no governo e pode mudar o quadro não muda e também não sai, e quem gostaria de ver a coisa melhorar, não tem como entrar para mudar.  Não é mesmo professor Cristovam Buarque?,  que também é engenheiro, economista, educador, professor universitário e senador e mesmo tendo tudo para virar a mesa, não recebeu os votos necessário quando se candidatou à presidência da república, ficando com 2% do total dos votos.  
 E assim, como diz o ditado, vai de cabeça baixa o boi, que não sabe a força que tem.