quinta-feira, 18 de setembro de 2014

É, ACHO QUE NÃO PROVEI NADA A NINGUÉM...

Vocês estão lembrado da loira que bateu na traseira do meu carro enquanto eu calibrava
os pneus? Pois saibam que eu fugi de sua casa sem nem mesmo me despedir e o pior é que não recebi o que ela, por lei, me devia.  Essa mulher, que tem todos os atributos que qualquer mulher  almejaria, tanto fez que acabou localizando  meu endereço, - certamente através da placa do meu carro -  aonde me encontrou.   Eu estava só em minha casa trabalhando quando, através da janela do 5° andar aonde moro, dei por ela vindo em direção à portaria do edifício. Jamais esqueceria aquela silhueta, só  não pudia adivinhar que um dia ela viesse me procurar.  Quando a campainha tocou meu coração acelerou, cantou pneu. Está na cara que minha mulher não gostaria nem um pouco de saber que na sua ausência eu recebi uma visita,  principalmente de uma mulher igual aquela, por isso resolvi não atender a campainha, mas quando começou esmurrar a porta eu tive de ceder,  O diabo que ainda morava em mim pedia, implorava que eu a puxasse para dentro, talvez achando que cruzasse as pernas tantas quantas fossem  as vezes necessárias e balançaria os seios que pareciam querer saltar pra fora do decote pra me provocar. Fato esse que me fez engolir em seco e para não piorar a coisa permiti que ela entrasse.  O diabo gargalhava no meu ombro junto ao meu ouvido enquanto doia a minha consciência. 

Descalçou-se dos sapatos e sobre a mesa deixou a bolsa e o par de óculos que usava. Soltou o cinto do vestido reclamando do calor que só ela sentia se o termômetro que era visto da minha janela marcava 17 graus. Pedi a ela enquanto que não se demorasse porque estava de saída, Ela tirava a meia de uma das pernas ao me garantir que tiraria, não só as meias, mas tudo, ficando nua como veio ao mundo se eu não a ouvisse.  Meu Deus o que eu poderia fazer numa hora dessas, o quê? E o diabinho rolava de rir ao passo que eu suava às bicas. 
Um certo detalhe no meu corpo não sabia se devia ou não se comportar.  Cada movimento com as pernas ou com os seios que a mulher fazia me dizia que não, enquanto o medo de arranhar a lisura do meu casamento me garantia que sim, que eu deveria me comportar.
 
-Sabe de uma coisa, leitores. Eu tenho uma amiga que numa hora dessas costuma dizer; 
"se não há como remediar o mal ligue o foda-se e deixa rolar". 
E foi o que eu fiz,  mas na hora de tirar a roupa pra fazer a besteira que vocês acham que eu seria capaz, a minha esposa puxou-me o edredom que me cobria e  me deixou do mesmo jeito que eu tinha ido com ela me deitar naquela noite, porém, muito mais excitado, como se excitado eu ficasse por qualquer mulher que não fosse a minha se não fosse sonhando.