terça-feira, 22 de julho de 2014

NO XADREZ

A morte tem rondado os meus amigos e antes que mais um 
se vá eu quero dizer, se é que tenho tempo, que viver é maravilhoso e com esses com os quais divido os meus momentos é melhor ainda, mas viver agradando a todos e por eles sendo agradado é muito difícil, porque a vida não é só ar, água e comida.  Viver vai mais  além do que temos consciência. É preciso que sejamos escolhidos pelos amigos e que eles sejam o resultado da nossa escolha, mas isso requer tempo e muita perspicácia.  Para viver é preciso esquecer as doenças, as investidas que não dão certo e da morte, então, é que não nos devemos lembrar. Viver é jogar um jogo onde a metade das peças do tabuleiro são de sua responsabilidade. Você é livre para percorrer todas as casas não importando a cor e para que lado queira ir, mas a você é vedado o privilégio de passar sobre os outros. De pular as regras, de matar ou morrer sem que a oportunidade para tal venha aparecer. Você é o senhor, o mandatário, o rei. A você é ofertada a vida com tudo o que há de necessário para sobreviver no lugar que escolher e até ser feliz terá chance, mas o momento exato do xeque mate a você será negado saber.  Por isso alguns reis sucumbem à fortaleza de uma torre, sob os cascos de um cavalo, à prepotência de um bispo ou aos pés de um simples peão. Nada é maior do que seus sonhos ou mais fraco que os seus desejos. Vamos, portanto, jogar o jogo, mas não esqueçamos que a regra é para todos e deverá ter de todos o respeito que ela exige pois só assim teremos a certeza de que, se você não perder, o outro, com certeza, de você não ganhará. 
E viva a vida!