quinta-feira, 1 de maio de 2014

ELA NÃO DISSE, MAS EU SEI...

Coragem de insinuar-se para um homem talvez nunca 
tivesse  tido, mas de sorrir como botões de rosas desabrochando nas manhãs primaveris, ninguém duvida.  Foi assim que de uma prosa  aonde eu dizia da curiosidade que tenho pelo desconhecido,  dos desejos que me assustam, mas teimo em tê-los e da guerra que travo a cada instante até fazer aquilo que não fiz,  que ela transformou as letras do meu texto  em notas musicais e executou, como maestrina renomada, a sinfonia que enlouqueceu meu coração.  Não se trata de poeta, escritora, artista plástica, compositora, mas escreve a sua maneira o hino da chegada, a marcha da vida desejada, canção da despedida não consentida. Só ela entende o que o coração de uma pessoa que vive trancada dentro de si é capaz de sentir por alguém que gosta, que a entende e a deseja. Só ela entende a vida e o porquê dos seus dias. Quando convidada a falar de si negou-se transferindo aos números que alimentam o leão do imposto de renda a responsabilidade de fazer cantar os rios e as cascatas para na copa das matas pintar com as cores dos seus olhos o arco-íris sobre as cachoeiras e em um novo nascer de sol mostrar o brilho de  uma pedra preciosa.  Nada a persuadiu fazer público o que lhe vai na alma, a descrever o que nela acende durante o beijo e em que parte a emoção toca mais forte nesses momentos.  Assim é a mulher que escolhi para falar de mim e, no entanto eu, que deveria ser a sua criação me vejo dela criador. 
Inteligente, bem formada, encantadora no tocante a beleza e gostosa para definir a palavra certa. Assim é e sempre foi a pessoa que nasceu para ser conhecida por todos e no entanto se esconde  envergonhada  atrás do tapume da introspecção com seu jeitinho dengoso e gostoso de mulher bonita. (Foto da Internet).