sexta-feira, 11 de abril de 2014

VIDA REAL, SERÁ?

Será que Alfred Hitchcock, José Mojica e Stephen King 
teriam sido procurados pela psicanálise quando escreveram roteiros que relatavam crimes brutais como se fossem casos banais e só por isso os consideravam doentes ou teria um  delegado de polícia ido à residência de cada um intimá-lo por ter feito com a  voz dos seus atores confissões de crimes monstruosos?  Pois é.  Na ficção tudo é permitido e essa liberdade não dá direito de alguém sair por aí cobrando satisfações que pensa que lhe devem, já dizia o 
Palhaço Poeta.  Na vida de pessoas que contam suas histórias rabiscando no papel não é bem assim.  Se alguém escreve sobre morte, mandam-lhe flores, mas se os textos falam de amor é porque o escritor está apaixonado e deverá em breve largar a mulher para ficar com sua amante e dessa maneira o portão do pobre diabo abarrotará de gente querendo saber o nome daquela que o enfeitiçou, qual é a sua intenção para com ele e o que teria feito além de inspirá-lo a escrever o que nos prende nas entrelinhas demonstrando amadurecimento no que faz, fora os que bisbilhotam a sua intimidade, e não há o que os remova dessa obsessão.  Não adianta nem dizer que tudo é história inventada,
fantasia colorida e não realidade.  
Essas coisas talvez não aborrecessem os grandes escritores se disso tomassem conhecimento, mas eu, que não passo de um desenhista de textos, me encanto na medida que os confundo com aquilo que me dá certeza de ser um razoável contador de contos. 
 (Foto da Internet).