terça-feira, 1 de abril de 2014

DE QUALQUER JEITO.

Não importa se a pessoa tem meios para comprar
vestidos de grife, para importar o tecido dos ternos que moldam seu corpo ou é bonita e saudável.  Não importa se é bem empregada, se tem muitos amigos ou fala outras línguas além da sua. O que importa, de verdade é a cabeça erguida.  É o caráter, a honra e o companheirismo com seus pares.  O que interessa ser arrogante se na hora da dor sofre e chora como qualquer mortal? Eu não sou exemplo para ninguém, sempre digo isso, mas já tive bons momentos só não conspirei contra a sociedade, não cuspi pro alto, no chão ou no prato que esvaziei.  Não briguei com forte e para o fraco jamais levantei um braço. Entretanto, trabalhei para servir a quem mandava e comi quando a fome me comia.  Hoje as coisas estão, posso dizer, equilibradas.  Os generosos doando a sua alma, os caridosos o seu coração enquanto os filhos disso e daquilo se engalfinham pelo dinheiro, pelo poder ou simplesmente para ostentar a cara na capa das principais revistas e colunas sociais. Saibam que esses caras são capazes de vender a própria mãe e depois, subornando, é claro, tentam comprá-la a preço de final de feira ou de matar  a mãe dos outros se for preciso. Nada é capaz de frear o mau-caratismo se o cheiro do dinheiro está no ar.  A pessoa trapaça, se vende ou compra qualquer um.  Alia-se aos fortes para subjugar os fracos e no final das contas se comem como a cobra com Alzheimer come o próprio rabo. Faz-se dinheiro com o caráter, com os defeitos, com a vaidade ou com os sonhos das pessoas.  E se alguém ficar doente, sofrer ou morrer, ganha-se com isso da mesma forma que se ganha para vê-lo bem, sorridente ou pretendendo ser feliz.
(Foto da Internet).