terça-feira, 15 de abril de 2014

CUIDADO, MAS NEM TANTO.

Loquei um carro no período em que o meu estava na 
oficina e posso adiantar que a sensação de usar o que não é da gente é muito grande. Principalmente em se tratando de um veículo que em dado momento precisa, mesmo que por pouco tempo, ficar na rua enquanto a gente toma um café, compra uma bobagem ou faz uma visita a um parente.  Esse tipo de coisa cansa e tira da gente a tranquilidade que se tem.  E toda vez que eu tinha de deixar o carro fora da garagem eu sofria achando que um alucinado poderia riscá-lo ou até roubá-lo causando aos meus momentos de apreensão um maior constrangimento. Antes de terminar o prazo combinado eu já havia devolvido o infeliz à locadora para delírio da senhora cujos olhos claros não saiam de sobre mim, enquanto motorista. Há tempo eu ansiava pela apresentação que os Irmãos Kyoskys faria na região dos Lagos, mas quando ela aconteceu, cadê coragem para viajar naquele carro, e olha que se tratava de um zero quilômetro. Eu teria perdido o show se fosse apresentado na data marcada, mas, por motivos que ainda desconheço o show foi antecipado, por isso perdi, do mesmo jeito, a grande 
chance de aplaudi-lo. 
Dizem, os afortunados que estiveram lá, que assistiram o melhor show dos últimos anos e não fosse pela antecipação da data eu acho que teria perdido os amigos que tanta falta me fazem se estão distante.
Hoje teremos de volta o que era nosso, sem frescura.  Chega de sofrer pelo que não é da gente, mesmo sabendo que alguém, certa vez, gastou os olhos da cara para nos levar do Espírito Santo, onde moram, para Cabrália, Porto Seguro e outras cidades da Bahia e o fez como se estivesse andando de táxi, tal a segurança que via no equipamento de locomoção e na forma como o dirigia.
-Como dizia a minha avó; assim são as pessoas e a gente tenta, mesmo que não consiga, ser como elas são.
(Foto da família Kyoskys)