sábado, 15 de fevereiro de 2014

MISTURANDO COM FARELO.


Muito cedo conheci a política, as igrejas e seus credos. 
Conheci pessoas ricas que ouviam de cabeça baixa e pobres que ditavam ordens. Vi mulher bater em homem e pai violentar sexualmente o próprio filho.  Cresci em meio a estas realidades, mas nenhuma me levou a marginalidade. 
Não falei mal dos políticos, mesmo achando que alguns são dignos de enforcamento em praça pública.  Não enrubesci com o enriquecimento de quem vende a palavra de Deus, e alguns padres e certos pastores pedófilos roubassem a congregação e fossem pegos na prática desses atos indignaria ou confundiria a minha fé. Talvez por conviver na maior parte dos meus dias com pessoas capazes de vender a própria alma para conseguir o que almejam é que eu sinta essa ânsia de vômito e mesmo assim não me permito corromper. 
Outras, que de uma forma ou de outra, dependem dos seus préstimos, são obrigadas a ouvi-las e por isso vivem na gangorra do laranja entre o faz de conta e a realidade. 
Eu sou um cara que brincou e estudou quando criança, mas aprendeu as regras do bom viver  do jeito que meus pais gostariam, inclusive respeito os que têm o poder e a consciência daquilo que eu sou capaz.  
O importante é ficar limpo, mas se viver longe dos porcos não for possível, que sujemos de excremento as botas, mas não permitamos respingar em nossas mãos.