segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DE NOVO O ANO NOVO?


Ainda sinto em minha boca o adocicado gosto de
champanhe do amigo que nos hospedou para brindar a passagem do ano na praia próxima a sua casa.  
 Nada foi mais bonito que as palavras com que ele, que as domina, disse enquanto a turma se prendia num abraço entre beijos e votos de feliz ano novo.  
 Não faz tempo nenhum que tudo isso aconteceu e, no entanto,  olhando o calendário sobre a minha escrivaninha descubro que um terço do mês de janeiro se foi e eu nem me apercebi, talvez por eu estar vivendo o melhor dos meus momentos entre as pessoas que gosto, incluindo família e amigos. O espocar dos fogos eu ouço ainda, e a brisa provocada pelas ondas cujos supersticiosos  saltaram sete delas eu sinto no rosto o borrifar. Como passa ligeiro o tempo!  
 Ainda ontem eu pulava numa perna só as primeiras casas da amarelinha, para, com as duas girar de voltar ao ponto de partida.  Pulei corda com a molecada e com ela joguei bola no final da tarde até que as luzes clareassem a noite que chegava, e hoje, no entanto, mal corro duzentos metros na praia sem que eu, exausto, pare para descansar.
Enfim, como dizem os oradores, ninguém consegue frear o tempo que descarrila tão logo se descobre o sentido da luz. 
De qualquer forma, vou fazer um brinde aos meus amigos
 do blog e principalmente aos que comigo ficaram naqueles 10 dias, lá e cá, sem cara feia ou sinal de que a nossa presença não lhes fazia bem. Feliz ano novo gente, e escutem, pelo menos com o coração o espocar das rolhas que deixam as garrafas do espumante e a contagem regressiva de quem espera pelo primeiro dia de um novo ano cheio de glórias e alegrias.