terça-feira, 14 de janeiro de 2014

CORAÇÃO DE PEDRA, CABEÇA DE BOI.



Antigamente os candidatos a cargos eletivos prometiam 
o que a população queria e quanto eleitos criavam ou melhoravam postos de saúde, davam uma “guaribada” em cada escola e os funcionários  que eram incumbidos da execução das obras recebiam dignos salários. Hoje a coisa funciona  de maneira muito diferente e como sabem que o povo não aceita mais ser iludido, resolveram caluniar os prováveis candidatos com provas mentirosas para não perder ou ter que dividir o poder que têm nas mãos. Quando um respeitoso cidadão ou cidadã, indignado  com as falcatruas,  se arrisca  na política, logo alguém da situação o convida para uma  aliança com o governo, caso contrário, um falso comentário se espalha na Internet infernizando a vida do coitado, pois desacreditá-lo frente ao seu eleitorado é, para os que se veem ameaçados de perder a "boca", uma questão de honra, hein, Marina?
 É, nesses momentos, que eu digo aos que me leem que o bem é frágil diante da monstruosa força que o mal tem.   
Nenhuma verdade se mantém de pé frente a uma mentira consistente. 
Vontades ou sonhos de nação nenhuma serão realizados  se  aquele que tem o poder não desejar.   O povo, na sua maioria, sabe assinar seu próprio nome e ler algumas coisas, mas daí a discernir sobre o que leu vai uma grande distância.  
O professor que recebe um salário maior do que os governantes gostariam de pagar, ensinam mal aos que pouco aprendem, e os que não aprendem, dão o pescoço ao cabresto que lhes é oferecido.  Quando um pedagogo e outros formados,  em qualquer área,  se empregam, o professor é quem receberá o  menor salário.  Estudar pedagogia para quê, se o pedagogo não tem direito, nem mesmo, a dar aula para todas as séries do curso fundamental?  Da metade em diante,  há de se ter licenciatura, pós-graduação, mestrado, doutorado ou tudo junto.  O governo, talvez por ser mal formado,  dificulta o aprendizado de sua juventude enquanto o professor, que merece todos os incentivos é desestimulado com o que lhe pagam.  Esperamos que os salários médios de docentes e demais trabalhadores de nível superior no mínimo se igualem. Para isso é necessário uma inédita vontade política dos gestores públicos e da sociedade, como um todo.
Quem está no governo e pode mudar este quadro, não sai, e quem quer ver a coisa melhorar, não tem como entrar.  Não é mesmo professor Cristovam Buarque, que também é engenheiro, economista, educador, professor universitário e senador?  
 E assim, como diz o ditado, vai de cabeça baixa o boi, que não sabe a força que tem.