sábado, 27 de julho de 2013

O SEXO DOS MENINOS.

     Quando você diz que não sabe o que aconteceria se os seus lábios fossem tocados pelos de uma outra mulher não quer dizer que você vai deixar de comer, de dormir ou  será abatida de morte por um inesperado beijo. Quando se é criança ou entrando na fase adolescente, é provável que corramos certos riscos buscando novas emoções, novos prazeres como dar uns pegas nas garotas  ou nos deixamos pegar pelos meninos.  O cigarro também nos é permitido conhecer, assim como a bebida se algum amigo se dispuser fazer um brinde. Já o beijo entre jovens do mesmo sexo faz tempo já  não é visto como coisa do outro mundo. Certas estudantes, principalmente as do ensino fundamental, buscam nas amizades mais chegadas esse tipo de experiência que você, tão nervosa, me trás como questão. Nenhuma delas, pelo menos que eu tenha conhecimento, é ou tenha se tornado gay, caso esse fosse o seu medo, minha cara  amiga. Quando a pessoa se assume é porque já  nasceu assim.  Ninguém nasce uma coisa e muda para outra assim, de repente.  A mulher, por exemplo,  tem muito mais chance de se descobrir na adolescência do que o rapaz, enquanto jovem, já que as reuniões entre elas não chamam tanto à atenção como aconteceria com as dos meninos que nem andar de mãos dadas são capazes. Poucos são os garotos que se abraçam, que se tocam, mas se beijar, dificilmente se beijariam, ao passo que as meninas se atrevem mais e para que saibamos quem é quem há de se esperar, pois a resposta só o tempo tem. 
Enquanto esse tempo não passa eu adoço a ponta das flechas com mel  e as  disparo com as seguintes perguntas;  quem é que gostaria de trocar o respeito adquerido pelo escárnio de alguns e a intolerância de muitos? 
Quem teria coragem de se deixar afrontar por uma sociedade homofóbica que não aceita outras cores, além da branca e da preta para pintar a beleza da vida?  Ninguém se torna ou deixa de ser gay porque quer. Só a genética decide quem é o quê.
Quanto a você eu não vejo nada que possa levá-la a mudar de rumo caso uma intimidade maior aconteça entre você e uma amiga, até porque, eu mesmo não saberia como agiriam os meus hormônios  se fosse osculado na boca por um homem.
Uma coisa eu posso garantir. Ninguém se arriscaria abraçar um animal selvagem se não tivesse certeza de que ele corresponderia.

terça-feira, 23 de julho de 2013

VIDA ETERNA ou FIM DO MUNDO?

  
                Todos os que anunciaram o fim do mundo 
nos enganaram com suas convicções, menos os que se calavam por acreditar que a vida se descobre na atitude das crianças. 
        Algumas meninas na faixa dos cinco anos passam uma boa parte do seu tempo brincando com o que no futuro seria a porta de saída ou de entrada de uma nova vida, seu  filho. Brinca com os botões que depois de florir amamentarão para dar continuidade à vida, e faz isso por desconhecer a maldade dos adultos ou o pecado dos mal-intencionados.  Esta é a prova de que nem sempre quem cala se omite ou consente. Criança, cuja inocência renega as marcas da cinta e o grito da morte é  criança sem medo da sorte, do purgatório ou do pecado. 
Ser criança a vida inteira não seria impossível se o mundo fosse mais puro, mais santo.  
Eva e Adão teriam sido eternas crianças não tivesse aquele fortuito caso acontecido. Pecado que mudou suas vidas e as dos seus filhos, meus irmãos. 
No  instante em que se descobriram nus foi quando o pecado se materializou nos gesto, nas palavras e no sofrimento. 
        A inveja, o desejo do alheio e as mentiras os levaram aos traumas e aos tabus não desvendados. 
      Enquanto esperarmos por uma possível colisão entre um asteroide e a terra, o ser humano, ainda criança deixará de carregar nas suas pequeninas mãos o perfume da fábrica que procria e do órgão que 
ajudará nessa formação. (Foto da Internet)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

É MEU E NINGUÉM TASCA. SÓ O GOVERNO.

      Falar de política é perigoso porque divide opinião, cria divergência e incompatibiliza amigos.  Agora, se algum de vocês me garantisse que nada abalaria a nossa amizade eu me arriscaria a perguntar se vocês já se deram conta de como os cidadãos brasileiros e  seus empregadores eram, são e certamente continuarão sacrificados no tocante ao emprego? Eu,  como sei que vocês também fazem, 
fiz as contas para saber quanto um funcionário que tem no contracheque um salário de 4.000,00 recebe de verdade, por mês. Não poderemos esquecer que o contratante, seu patrão, deverá desembolsar, pelo menos, mais 2.000,00 com os encargos que a lei prevê. 
Dos 4.000,00 esse cidadão receberá 2.800,00 porque serão descontados o INSS, o imposto de renda, imposto sindical e outras coisinhas mais das quais já não me lembro.  Dos 2.800,00 que sobraram o funcionário ainda pagará luz, gasolina do carro, aluguel do imóvel onde mora e alimentação entre outras coisas. Porém não vamos esquecer de que sobre esses gastos que
 mencionei incidirão, aproximadamente, 50% de impostos embutidos, enquanto aquele cara que tem um salário de 4.000,00 às vistas dos colegas, familiares e amigos, leva para casa, na verdade, 1.400,00 para pagamento do colégio, das roupas e outros gastos com ele e sua família, já que desses seis mil reais o
 governo ficava, fica e ficará com 4.600,00, enquanto o 
pobre diabo se agarra às promessas de que o tal valor será revertido em saúde, educação e outros benefícios que nunca pintam e tão pouco bordam. (Imagem da Internet)

domingo, 14 de julho de 2013

ELE É GAY. ELE É GAY QUE EU SEI....

      
          Ela, com toda a frieza do mundo me olhou nos olhos e
  disse com todas as letras sem nenhum constrangimento;  
Tu é gay
- Eu, gay? Perguntei gesticulando sem saber o que fazer com as mãos, enquanto ela demonstrando calma e segurança que só os monges se permitem, puxou uma cadeira para junto da minha, abriu o livro dos meus olhos até então por mim desconhecido e nele leu com voz suave e firme  a frase que me fez sorrir de nervoso, dúvida e medo. 
- Tu é gay e sabe que estou certa. 
- Com base em quais motivos a senhora afirma o que está dizendo? Perguntei sem encará-la enquanto ela,  tranquila como o
 voo das gaivotas me respondeu empertigada;  sou psicóloga de profissão  e sua leitora nas horas vagas. Seus textos, principalmente aqueles que, vez sim, vez não, declina sobre o quê de vantajoso alguns homens têm dentro das calças são as razões que me levaram à certeza que nós dois sabemos que tenho. 
- Talvez naquele momento eu estivesse corado, sem graça, mas com certeza pasmo eu me encontrava, mesmo assim achei forças para perguntar a ela o por quê de eu ser gay há tanto tempo e nem ter me tocado disso? Meu Deus do céu! Como é que isso aconteceu comigo logo agora que  eu me via tão feliz com a minha mulher?  Será que a porta do meu armário vai se abrir exatamente no  momento em que a banda chegar tocando e os fogos pipocando no alto da minha cabeça comunicando tal mudança? Será que nós homens temos um prazo de validade, sendo que o meu, pelo que a senhora diz,  venceu e eu não me dei conta, ou será que para ser gay é preciso fazer três textos ou mais falando dos caras bem dotados, quer dizer, dos homens que têm o pinto um pouco fora do comum, como eu sei que fiz? 
- Antes que eu pire vou avisando que não vi e não quero ver o pinto  de ninguém mencionado ou não naqueles textos e se falei foi porque me contaram da mesma forma que narrei os fatos para vocês.   Será que se eu falar para outras pessoas que sou portador de um troço grande, mesmo que não seja, e essas pessoas escreverem  três vezes sobre o mesmo assunto elas se tornam gay como a senhora agora diz que eu sou?
-Cruz credo!
 Do jeito que a mídia mexe com a cabeça da gente eu sou obrigado a admitir que muito em breve ou a partir de agora, o mundo será ou já é gay.  Uma coisa, no entanto, eu não vou negar. Eu tenho um amor muito grande pelos meus filhos e todos são homens a quem  beijo várias vezes todos os dias, não por serem meus filhos, mas por amá-los.  Também tenho amor por outros homens, meus amigos,  com quem divido  minha felicidade, meus momentos de dúvidas e  de tristeza.  Tenho amor pelos meus patrões que também são homens e tenho fé em Deus, em Jesus e nos Santos.  E como a senhora pode ver, todos são do sexo masculino.  Portanto eu me rendo, doutora. A senhora tem toda a razão, eu sou gay.  Sou, mas não quero e não vou trocar a mulher que escolhi para  companheira por um desses caras  só por  amá-los como tenho demonstrado, pois é graças a este sentimento que sinto crescer nas pessoas a esperança de um mundo melhor. 
      Demonstrando certa frustração em conversar comigo, sorriu, talvez o último dos risos,  deu dois tapinhas no meu ombro e saiu para embarcar num carro guiado por uma bonita moça em quem deu dois beijos como se beijam mãe e filha. Mas o último, especial, foi dados nas alianças  que cada uma beijou na mão esquerda da outra.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

GRANDE E ATREVIDO.

     O homem poderia ser feliz, aliás, qualquer bobagem deixa esse animal feliz, quer dizer, muito, mas muito  mais  feliz se ele fosse razoavelmente viril e bem dotado.  Só que, para essa felicidade se concretizar, ainda, seria preciso que uma mulher, não necessariamente uma senhora mulher, mas alguém  que se atrevesse  valorizar os atributos que ele traz consigo  como se aquilo  fosse a coisa mais importante desse mundo.  Bastaria isso para fazê-lo  babar na própria camisa como um verdadeiro idiota que eu sei que somos. Um homem, mesmo que bonito, 
bem formado e
  com boa posição na sociedade não sorri com facilidade, não tem ânimo para sair com os amigos se não tiver esses porquês.  Eu inclusive  tenho um amigo que na infância detestava sair com quem fosse mais   bonito por achar que na hora da seleção a pior das garotas lhe caberia  ou seria por elas esquecido.  Quando não queria  se arriscar num desses constrangimentos  saía  sozinho ou com quem fosse tão feio quanto ele se achava.
 Quando deu  baixa do quartel  alguns colegas tentaram ridicularizá-lo  mencionando o tamanho dos seus atributos, mas o tiro lhes saiu  pela culatra.  Assim que elas souberam  de suas extravagâncias  e o carinho com que ele cuidava daquilo,  a mulherada alvoroçou-se  de tal modo que   meu amigo nunca mais teve seu  nome esquecido  por qualquer  que fosse quando se tratava de sair a dois. Todas queriam o privilegiado,  talvez para provar para as amigas que são capaz até mesmo de seduzi-lo e levá-lo  à lugares ermos e não sabidos  para alguns amassos e muitas apalpadelas.
- Meu sogro, cujo nome faço questão de não lembrar, é um caso parecido. Muitos ficam felizes em sua companhia, só não sei e nem quero saber se por sua grande virilidade ou pela inocência do "bem dormido".
A partir de hoje eu vou prestar mais atenção no comportamento da minha sogra. Se ela estiver feliz, o cara certamente  estará também.  Caso contrário os dois não terão porque sorrir. 
Já na  minha casa, em compensação,  estaremos dançando, comendo, bebendo  até a hora de nos deitar, mas quando  estivermos prontos para dormir a coisa poderá  mudar de figura porque  tem vez que ela aplaude o meu comportamento, mas tem momento que a mão me dói por eu bater uma na outra. 

sábado, 6 de julho de 2013

RAÍZES DA PSICOLOGIA.

              Não é difícil ouvir pessoas vividas dizerem que tiveram uma infância dura e sofrida e que de forma algumas desejariam que seus filhos passassem pelo que passaram.   Esses pais se lembram que cedo, ainda criança deram início a vida de responsabilidade e trabalho como forma de colaborar com as despesas da casa. Muita coisa, inclusive as indispensáveis,  faltaram a eles na infância e só as privações eram comuns na casa onde moravam.  Foi bastante dura aquela fase, diziam um tanto amargurado. 
                As mesmas  dificuldades não desejavam para os filhos e tudo fariam para que não passassem pelo que passaram. E não passarão, prometiam desviando os olhos para o chão. Por isso quando vão à escola gastam o dinheiro que recebem para a merenda com o que não é saudável, mas fazem o que escolheram fazer e não o que os pais lhes impusessem, já que nasceram e cresceram sem conhecer dificuldades e problemas.  Ao entrar de férias são levados à lugares que os pais jamais sonharam e lá brincam, se divertem sem que nada lhes falte, pois só assim não se sentirão frustrados, decepcionados ou inferiores. Trabalhar ou qualquer outro sacrifício, deles não é exigido, mas recebem mesmo assim o que desejam ou os pais acharem que precisam. 
           Tão logo me dei conta que pais agem desta forma tratei de me informar a respeito desse  procedimento e com base no que exponho resolvi narrar a história de um  profissional de saúde que não satisfeito em pesquisar, medicar e curar o mal dos seus doentes tomou para si a obrigação de reflorestar um bom pedaço de terra há muito desmatado atrás da casa onde morava plantando mudas de árvores.  
Sempre que voltava do hospital  e das visitas que fazia aos pacientes, trocava de roupa, calçava um par de luvas e de botas e partia para os fundos da residência. O que, porém, mais chamava a atenção dos que o buscavam em casa não era o LAZER escolhido por ele, mas a forma com que se entregava ao cultivo de certos arvoredos que aos poucos ia nascendo.  O médico não agia como agem os jardineiros, já que deixava de regar as novas árvores.   Quando questionado dizia que se desse a elas a água que precisavam certamente deixariam de criar raízes profundas para buscar a umidade da terra e agindo da forma como vinha fazendo ele as obrigava a lutar pela vida. Enquanto essa busca acontecia a árvore ficava cada vez mais presa ao chão o que a protegia dos ventos frios e das fortes tempestades.
              As crianças são como as árvores plantadas pelo doutor. Sabemos que contratempos   poderão advir ao longo de suas vidas, que farão difíceis caminhadas e enfrentarão  mais hoje, mais amanhã os ventos frios, as fortes tempestades, o abandono ou o  esquecimento. Talvez se tornem, mesmo que por pouco tempo, pessoas sem esperança, mas as raízes que o médico as obrigou enterrar no solo, entretanto, as sustentarão de forma que nenhuma tempestade, por mais forte que soprar o vento, as derrubem.  A palavra NÃO, que de vez em quando dizemos em minha casa para a pequena criança que nos alegra os dias, é indispensável fazê-la ouvir, pois assim  se lembrará de que nem tudo está às suas ordens ou a disposição das suas vontades. A ela temos dado carinho, atenção, educação, amor, mas também tarefas, e da cobrança da sua execução nós, seus pais, não abrimos mão, pois com isso exercitamos nela a responsabilidade do dever e a certeza de ser útil.
     Eu educo o meu filho, como fazem alguns pais, de maneira que saiba administrar os próprios passos. Eu o ensino a caminhar sozinho, mesmo que em grupo, pois não caminharei com ele, pelo menos fisicamente, por toda a sua vida. Ensino ainda a guerrear se for preciso em busca da solução dos seus problemas, a brigar pelos seus sonhos, pois assim terá a sua honra tão forte quanto a mais frondosa das árvores e mais firme que a construção feita num rochedo.  Ele, um dia, agradecerá a mim pelas dificuldades que eu crio, pois será passando por elas que encontrará as facilidades para ser tão forte quanto o vendo que revolta as ondas e navega o barco mar afora ou tão forte quanto a tempestade que rasga a vela e aderna o barco mar adentro. 

O que antes para ele era ruim, 
amanhã pode ser encantador. (Foto da Internet)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

OLHOS DA ESPERANÇA.

   
      Quanta coisa aconteceu depois da criação do mundo. Animais, como os dinossauros, surgiram e desapareceram sem que nos responsabilizassem pelo extermínio. Belíssimas árvores das quais só temos notícias e que também não fomos quem as derrubaram.
 Homens com jeito e cara de macaco, que com o passar do tempo se transformaram naquele que nos deu origem.  Plantas se abrindo em flor antes do nascer do sol que aproveitava para banhar a cor alaranjada no verde azulado do mar sereno.  Mar que criou os seus limites dentro do tempo.  Tempo que envelheceu o vinho e os nossos avós, amadurece o fruto, cria hábitos e costumes e se permite dividir  em estações dando a cada uma um motivo de louvor e de festa.  Janeiro, fevereiro e março; ano novo, férias escolares e carnaval. Abril, maio e Junho; dia da mentira, dia das mães, da copa das confederações ou do mundo, jogos olímpicos e festa junina. Em julho, mais precisamente no dia 3, hoje, a igreja bate o sino convocando seus fies antes das seis da manhã para cantar hino em louvor a São Tomé, discípulos que Jesus escolheu para apóstolo sem se importar com o ceticismo do escolhido.
Eu, que também não cria, agora tenho certeza. Certeza de que você tomou o dia de hoje como seu. Talvez por ser ele o dia da verdade. Dia de ver para se crer. Dia de festa no mundo, não para devotar o santo, mas pelo misticismo e suas consequências. Dia do nascimento de quem sabe por que e para que veio. Dia da bondade consagrada, da beleza resplandecente e do amor que desenvolveu  no peito da mulher, da mãe, da amiga e você, doce e sincera, distribui, talvez para alguns que nem mereçam, como deve ser meu caso. Deus, no entanto, me fez predestinado e feiticeiro, por isso hipnotizo no verde lindo dos seus olhos a certeza  de ser quem você esperava, ser seu bônus, seu escravo, seu ônus ou seu rei.
Feliz aniversário, meu amor.
Minha vida sem você é nada, mas com você sou quase tudo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SIMPLESMENTE EXAGERADO.



        Eu conheço gente atrevida, audaciosa, maluca, tipo a seleção brasileira que infligiu tão bela surra aos espanhóis conquistando a copa das confederações.  Mas tem aquelas que vão do singular às raias do exagero exacerbado. Conheci, por exemplo, na época em que eu praticava o paraquedismo, atleta que enlouquecia a plateia  com curvas e cambalhotas numa altitude nunca acima de dois mil pés, o que é proibido pelo  confederação, mesmo que um par de paraquedas fosse a rede de proteção presa às suas costas o que não tira a possibilidade de prováveis falhas do equipamento ou a dificuldade na  aterrissagem.  Vi jovens que não tinham onde cair morto se atreverem com mulheres ricas e bem casadas só para tirar vantagem. Vi, no ginásio de nossa casa, minha irmã   nocautear um jovem de 15 anos que mais tarde se tornou campeão pan-americano de boxe e também vi mulher amarrada em uma roda de madeira que servia de alvo de facas para um desconhecido atirador. Eu já vi, mesmo sem muita idade, o suficiente para acreditar que o ser humano é o mais afoito, indomável e inconsequente dos animais, pois vive ou morre em busca dos seus limites, sem falar naqueles que perdem a vida sem encontrá-los.
Depois de todo este falatório eu não poderia esquecer aqueles que, mesmo sem conhecimento de causa, se propõem indicar os melhores pratos, as melhores vitaminas e os megas suplementos que acreditam dar a quem opta pelo seu uso a longevidade pretendida ou conservar a saúde a quem se entrega a este ou aquele tratamento. Entre muitas loucuras tem aquela que diz que o pão integral é bom para a saúde, o que não é verdade e
comer mais de três ovos por semana não é de bom alvitre. É loucura dizer que comer gordura faz mal e o óleo de soja ou principalmente o de canola, cuja planta não existe, também é saudável. Inclusive o nome canola nada mais é senão a sigla de uma alteração genética.  A gordura, se interessar alguém saber, é indispensável para manter saudável o corpo ao invés dos óleos que o matam. Vocês se lembram de seus avós e os pais deles? Então, nenhum deles era gordo antes da descoberta dos óleos. O modismo é que nos fez obesos, não a mim que leio e escuto os que se entregam à matéria e atualizados fazem dela uma bandeira ou um meio de vida.
E para terminar, tem os que se acham mais homem que qualquer macho ao se entregarem às drogas e entre uma overdose e outra tremem no fio da navalha enquanto eu, para não ser diferente, como e bebo o que o meu corpo permite, mas não deixo de brindar a saúde dos meus amigos com as drogas que a sociedade teima chamar de lícitas.

Portanto, bebamos a isso.