quinta-feira, 28 de março de 2013

O SABOR DA FRUTA.



               Toda fruta vermelha faz bem ao coração, 
mas quando tem ômega 3, 6, 7 ou 9 é muito melhor, pois inibe ou retarda o aparecimento do câncer.  Contudo é preciso que se tenha cuidado  com as extravagâncias para não engordar o que possibilitaria o surgimento do diabete que pode abrir portas, no caso dos homens,  para a impotência sexual. Também pode sobrecarregar os joelhos permitindo que neles a artrose se instale.  Comendo muito você vai engordar e com isso terá sua pressão elevada para além do aconselhável. O cansaço o tornará lerdo e ocioso e a falta de exercícios fará de você uma pessoa simpática no comportamento, mas triste por dentro. Portanto, tenha limite na hora de comê-las.  As outras frutas não são diferentes. Têm vitamina, cálcio, carboidrato, betacaroteno, fibra, entre outras qualidades e a melhor de todas é quando são colhidas e comidas nos arredores dos seus pés.  Entre outros milagres estão as frutas que emagrecem ou ajudam nesse propósito. Minha mulher que hoje está fininha como uma linha diz que fruta seca colabora e muito com a perda de peso.  Por isso eu, que de idiota tenho pouco a ver, aconselho que depois de lavadas vocês sequem bem o alimento ou de nada valerá tê-los colhido. Com relação as pessoas que não querem engordar eu sugiro umas férias em um campo de concentração qualquer, abandonado da última guerra. O trabalho ali prestado é de uma eficiência tal, que  ninguém jamais viu um cara daqueles que não fosse magro. Lá ninguém tem desculpa para ser gordo como o meu sogro que não come e é obeso. Ele não come quando está dormindo, quando está tomando banho ou quando está na igreja babando nos sapatos do pastor. Gente, é isso aí. Fruta faz bem, comida com pouco sal e pouco óleo também, mas dormir no mínimo oito horas em conchinha com a pessoa que se gosta, não tem preço.    (Foto da Internet)

domingo, 24 de março de 2013

RUMO AO INFINITO


Cinco anos se passaram como se fora uma semana, talvez menos. Parece que foi ontem ou na segunda-feira última que nós dois, eu e ela, chegamos à faculdade para o primeiro dia de aula. Naquele momento o mundo decidiu por se preparar para  receber, num futuro próximo, a mais bonita e competente psicóloga  de que tomaria conhecimento. Cinco anos de  estudo e dedicação fizeram dessa mulher a competente profissional que, pós graduada,  se oferecerá ao mercado exigente e difícil que se torna a cada dia na intenção de auxiliá-lo na vida produtiva, nos momentos árduos e nos duvidosos. No decorrer do ensino nada foi fácil. O lazer, a família e o trabalho deixaram de ser prioridade em sua vida, já que a especialização através dos estudos ditava  ordens enquanto os mestres, os melhores entre tantos, trabalhavam o grupo que se destacava a cada ano enquanto  se entregava como se filho fosse. O tempo lapidou a esmeralda, mas cobrou a conta nas rugas que se espalham em minha testa. O aluno, antes calouro será mestre. Ditará conhecimentos e receberá ideias. Discutirá os grandes nomes da matéria e juntos, estudante e docente, farão desta terra um mundo melhor e menos sofrido. O estudo, como é sabido,  é essencial à  qualquer pessoa, mas quando se trata de aprender para encaminhar alguém na vida, dar rumo a quem perdeu a direção, erguer os olhos daquele que só enxerga os próprios pés ou curar o mal da alma é necessário que jamais se deixe fechar o livro ou as encruzilhadas se confundirão no vai e vem da contramão. Parabéns a você, meu amor. Menina que eu conheci titubeante no nascedouro e agora, como minha mulher, a vejo determinada deixando a pista em direção ao infinito.

quarta-feira, 20 de março de 2013

BOBAGEM DE CRIANÇA...


                   Ele tinha no sorriso a alegria da criança quando soube que o doce que mais gostava seria feito para ele, por você. A felicidade que sentia era tamanha que naquele dia não pensou em outra coisa senão no mimo que a ele você faria. Uma semana se passou e sobre aquele doce ninguém mais se pronunciou. Todos se esqueciam, menos ele. Talvez nem dormir direito viesse conseguindo só pensando na promessa que você quebrou sem razão e sem por quê. 
Outras oportunidades para saboreá-lo certamente você criaria  até que um novo sábado chegou. Vocês saíram, como há muito não faziam, para um passeio pelas redondezas, só os dois, e na volta nova promessa a ele você formulou.  -Amanhã, domingo, farei o doce de que você tanto gosta, mas desta vez não me perdoarei caso me esqueça do que falo agora. Disse isso enquanto beijava duas vezes os dedos que cruzara. 
 O sábado passou e o domingo amanheceu florido e perfumado. Céu azul ralado de pequenas nuvens brancas. Na rua a garotada se divertia, mas ele de casa não se permitiu sair. O almoço foi posto e a tarde fluiu tranquila para no final sentir que ela sairia para atender ao chamado de sua mãe. O menino ficou só, como ficava  todos os dias. A noite chegou e você provou que não se esquecera da promessa ao perguntar a ele se queria mesmo  o doce que prometeu.
  Há dias o pobre coitado tinha a boca cheia d’água pensando na guloseima, mas diante do absurdo da pergunta, respondeu que não. 
-Não, não quero, pode deixar. Disse isso olhando o chão.
 Você sorriu,  fechou atrás de si a porta e voltou  para onde tinha vindo. O menino tirou da cara o sorriso da esperança e foi para quarto se deitar. Entre as suas tristezas se lembrou que jamais ganhara uma lembrança  que fosse de sua preferência. Em tempo algum pediu algo e foi atendido, mesmo assim não maldizia a sua sorte. Uma bola de futebol, uma bicicleta. Uma peteca, um peão, nada. Nada tinham para dar a ele e quando cresceu e pode comprar o que nunca teve, comprou para os outros meninos, talvez para vê-los sorrir o riso que jamais riscou seus lábios. Hoje, tantos anos depois o homem vê na vitrine da confeitaria o doce que na infância arregalava os seus olhos. Talvez tenha posses para comprar a fábrica, mas não o faria, porque a lembrança do gosto que  ainda traz na boca adoça a saudade  do menino bom, que acreditava nas promessas.      (Imagem da Internet)

domingo, 17 de março de 2013

INCÓGNITA.


       Na medida em que o tempo ia passando a mulher, que antes ardia nas brasas dos próprios  desejos, ia do marido se distanciando. Era evidente que o fogo não se apagara, mas o tempo que o acende é o mesmo que ameniza as  labaredas.  No parecer do marido que a desejava por afinidade, por desejos e amor, era possível acreditar que ela adoecera sem se aperceber do mal que a afligia. Como, no entanto, dizer isso a uma pessoa que em momento algum se deixou pegar indiferente ao trabalho que tanto gosta, aos carinhos, aos abraços e aos beijos que ele jamais deixou dar a ela? Cansada dos  afazeres, do cuidado que tem com os filhos e com ele não eram desculpas, já que se mostrava receptiva aos convites para passear quando ele sugeria.
Será que a sua curiosidade para com os dotes e a postura do marido assim como a audácia de tê-lo conquistado antes das outras pretendentes acabou? Será que o tipo que antes a impressionara de certa maneira se
 tornou vulgar frente aos seus olhos ou este é mais um motivo para se acreditar que ninguém conhece as mulheres, mesmo que elas sejam, senão iguais, pelo menos 
parecidas entre elas?(Foto da Internet)

segunda-feira, 11 de março de 2013

SÓ VOCÊ, MARIA. PARABÉNS.


         Com os olhos perdidos no passado ela esperava nos primeiros minutos daquela madrugada a ligação que não tardou.  Maria aniversariava naquela data e os filhos como fazem todos os anos estariam com ela para o almoço festivo. Um, no entanto, não se faria presente, por isso fez questão de ser o primeiro a cumprimentá-la, a desejar que a sorte continuasse a lhe sorrir e que os anos difíceis não mais cruzassem o seu caminho, mas para que ouvisse dele estas palavras era preciso que ela não dormisse nas horas costumeiras. Que se pusesse alerta ao lado do telefone de forma que a campainha não incomodasse, no silêncio da madrugada, aqueles que dormiam. Quatro filhos, cunhados, parentes e amigos estariam ali com seus abraços, palavras de carinho e respeito que davam a ela a certeza de ser admirada e amada por muitos ou quase todos. Mais um ano sem fogos e banda de música, mas cheio de votos verdadeiros de felicidade e a saudade daqueles que por uma razão ou outra não puderam se fazer presentes. Mais um ano no rosário da vida de quem soube amar e na adversidade calou na hora certa para com sabedoria administrar suas ovelhas que são de todas as formas, todas as cores e dela se fizeram dependentes. Parabéns Maria. Que os seus dias sejam de graça e felicidade, pois estes são os votos do seu filho que distante brinda a sua nova idade e baixinho canta, emocionado, Parabéns pra você.

sexta-feira, 8 de março de 2013

HOJE É O DIA DELA.



Nesta semana se comemora o dia da mulher.  Isso nos dá a impressão de que  somente  um  dia dos muitos que tem o ano lhe é confiado. A ela deveriam ser dedicadas todas as horas de todos os dias de todos os momentos, mas infelizmente nada parecido aconteceu através dos séculos, aliás, nada  para mudar  este quadro se pensa fazer.
Na data em que as mulheres poderiam realizar os seus desejos e os seus sonhos não conseguem mais do que um beijo ou um sorriso, e se levar sorte, receberá um ramo de flor, quiçá um almoço no restaurante da  conveniência do companheiro.  Mais tarde, depois de todos os abraços e de todas as promessas  ela vestirá  o mesmo avental e  debruçará na distância a incerteza do olhar  enquanto a sua sina a levará a cumprir com o seu legado. Dia da mulher. Mês da mulher. Vida de mulher.  Mulher que 
me deu o ventre, generosa terra adubada onde semeei os meus filhos e esperei que se formassem. Mulher que não viu diferença alguma do seu dia para os outros, e também seus meses e a sua vida. Mulher que cuidou da cria durante o dia e por toda a noite, sem dormir. Que cuidou da casa, do marido, da comida. Mulher macho, quase capacho, mais forte que
 o homem que se fez marido e pai dos filhos que lhe deu. Mulher de brilho nos olhos, vergonha na cara, que não compra e não se vende, mas se rende a um simples sorriso por detrás de uma flor, mesmo que receba de quem criou a data ou, de qualquer um que dela tenha se lembrado.             (Foto da Internet).

sábado, 2 de março de 2013

NO ALTO DA SERRA.


         O carnaval acabou e com ele acabaram as férias da criançada que 
de cara amarrada retorna à casa e às salas de aula. O assunto, no entanto, não deverá ser outro senão a alegria de ter brincado a ponto de se perder na imensidão do terreiro da casa da avó, de ter estilingado alguns pobres passarinhos para comer com farofa e de acompanhar os colegas nus se banhando no rio atrás da casa.  Essa garotada poderia  colorir de bronze o corpo na praia deserta ou no alto da serra respirado o ar puro  degustando as maduras frutas colhidas no pé assim como as frescas hortaliças  se isso o aprouvesse, mas que nada. Preferiu o que achou melhor e foi feliz na sua escolha. Eu, no entanto, que de bobo tenho pouca coisa ou quase nada, troquei a prancha e a água de coco pela brisa fresca do dia e o frio aconchegante da madrugada. Deixei de visitar os amigos para recebê-los em minha casa e viver feliz, mesmo que por pouco tempo, com a presença de quem amo. Isso até a hora de ouvi-los dizer adeus. Aí eu engoli em seco como engoli meu pranto no momento em que desceram a ladeira  onde moro e seguiram o caminho das águas, lugar aonde o sol colore os corpos na cor dourada e pinta de branco as areias  e a crista das ondas. Banhar o meu corpo nas espumas frescas e chutar as marolas das praias maravilhosas que unem o sudeste ao nordeste formando uma doce confusão era o que eu queria, mas não podia deixar de recebê-los para que a pureza do ar de nossas montanhas lhes apurasse os sentidos e a vida.  Foi bom porque todos exorcizamos o corpo e o espírito. Melhor para eles que descansaram as vistas, os ouvidos e expandiram o seu sorriso. Melhor para mim que repensei a vida sem mesmo ter a intenção de mudar coisa nenhuma. Momentos únicos em que eu vejo a mulher que escolhi para comigo dividir o teto caminhar com alegria, descalça, na ponta dos pés encantando os meus olhos com a beleza da sua graça.