quarta-feira, 20 de novembro de 2013

AS PEQUENAS COISAS GRANDES.


Se a dor te espreme os olhos, curva o 
dorso e te  faz chorar não entenda esses momentos como desventura ou que a felicidade tenha terminado. Talvez, quem sabe, não se trata de um recado do destino  para que valorizes o que é teu, até as mínimas coisas para as quais tu não dás importância devem ter o seu valor respeitado por menor que sejam.  As vezes um esbarrão nos acorda do cochilo em que nos encontramos e em outras ocasiões é necessário, sim,  que a vida nos ponha em risco pois é desta forma que a grandeza das pequenas coisas pode ser observada tal qual as molas que mal se consegue ver  amortecem e amparam o gingar do mundo. E o que dizer da chuva tilintando no zincado do telhado em plena madrugada enquanto rastejam vidraça abaixo cada gota até que a chuva cesse? Assim tem sido a metade de nossas vidas enquanto a outra  passa desapercebida aos nossos olhos. A algazarra das crianças no recreio da escola ou um galo empertigado anunciando o sol nascente, por exemplo, também fogem à nossa percepção. 
Tais fatos, no parecer da pessoa rica, não significa tanto quanto uma feijoada transbordando um prato enquanto muitos choram a degradação da fome. Uma festa de formatura ou a viagem para o exterior é muito importantes para quem tem como pagar até que saiba que tais fatos não realizam da mesma maneira que o primeiro salário faz.  Quem sabe não sejam essas pequeninas coisas que estancam fazendo tremer a terra, assim como o grão da areia emperra a máquina e uma só lágrima comove o mundo?
Há de se pensar. Há de se valorizar o que cada um de melhor acha que tem.