terça-feira, 26 de novembro de 2013

AINDA CHORAM OS MEUS OLHOS.




Não adianta o tempo passar, a vida explicar ou um esporádico sorriso tomar conta do meu rosto se a felicidade que nos unia se virou de costas quando da gente te cansaste.
Será que eram verdadeiros os abraços que me davas quando eu, sorrindo, te entregava flores dizendo que te amava? Não sei, talvez, mas só que não.
Tu fostes um dos melhores amores que eu tive, já que davas aos que eu a ti apresentava o mesmo tratamento que me dispensavas. 
Enquanto  brincavas nos momentos de agonia, das tristezas e das verdades, tu sofrias, mesmo assim nos confortavas. Em tempo algum, porém,  deixaste de ser meu parente ou meu amigo inspirador.
Finalmente vou deixar-te em paz, mas não sem antes te dizer que não vou te perdoar pela covardia de dizer   que tudo estava bem e  que nem a morte tiraria a tua alegria para em seguida, sem dizer adeus, bater as asas e ir pro céu.
Agora eu vou te deixar descansar em paz.  
Vá, e até breve. 
Não muito breve, porque mesmo que eu tenha te amado muito,  eu não teria a mesma coragem de deixar chorando aqueles que por mim sorriem.