quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SAUDADES DE VOCÊ, MARQUINHO.



Há quatro anos você nos deixou, o que mantém nesse seu amigo e marido da sua prima a certeza da morte ser burra.  
Não me importava saber para qual time você torcia, qual igreja ouvia os seus lamentos e os amigos de sua relação, mas me importava a sua presença na hora de cada café que eu fazia. Importava, não só para mim, mas para os que o amavam como a mãe da Rebecca as suas amarguras, sua tristeza e suas lágrimas. Quantas e quantas vezes o seu grito de guerra colocou sorriso em nossa boca? Quantos foram os momentos que saímos juntos os 3 no intuito de  participar da felicidade do outro, quantos? 
Muitos, diria você se pudesse, mas também sei que são mentirosas as palavras de quem afirma ser perfeita a natureza.
 Como perfeita se permite o tempo nos roubar a disposição e a beleza do corpo enrugando a nossa pele e nos matando com o avançar da idade, com as doenças ou de saudade?
Hoje, como podem notar eu estou sofrendo de saudade. 
Saudade de quem se deixou contaminar pelo vírus da morte transmitido por alguém cujo amor jurou ter por ele.
Enfim, foi o fim. Resta-me tão somente chorar esse vazio.
Fique na paz, meu amigo. 
(A voz e a filmagem são minhas)