sábado, 14 de setembro de 2013

SEM SENTIDO...



Eu não quero saber da sua idade, dos seus possíveis 
desencantos quanto as suas medidas ou da parte do seu corpo que você menos gosta.  Eu não quero pensar no seu passado e muito menos no presente e no futuro se deles eu não fizer parte.  Eu não quero coisa algumas se estou longe de você, mas junto eu quero muito, eu quero tudo e muito mais.  
Não me importo com o insinuar das rugas no seu rosto a qualquer tempo, a qualquer hora,  porque as prováveis estrias que mais hoje, mais amanhã, cruzarão em travessia a sua cintura, suas coxas e além mais, também não me deteriam. Não. Não me pergunte o que eu busco em você se estes defeitos, os mesmos que tiram o seu sono e a deixam triste e desanimada, como você mesma me força a crer, estão assim, tão à mostra, tão expostas e só eu não 
acredito no que não posso ver por mais que eu 
me esforce ou queira acreditar.
Quando a gente ama tudo é bom. Tudo é flor. Vive-se com um risco de riso na cara como idiota que o amor nos torna. Problemas são justificados e dificuldades contornadas. 
 Defeito o outro não tem e se tivesse o amor se encarregaria de corrigir. O amor verdadeiro é cego ou se torna. Talvez enxergue tanto que nada faz ou tem sentido. O amor corrói por fora, mas constrói por dentro. Esconde o corpo, mas expõe a alma à intempérie. Faz sorrir no nascedouro e chorar quando vislumbrar a  foz. O amor é como um rio que corta, divide ou dá vida a vida. O amor é a fortaleza dos fracos quando a ele se entregam, e o tribunal de quem dele duvida.
Quanto a mim...
Ah, eu sou um caso perdido. 
Eu quero amar a qualquer dia, a qualquer hora, mesmo que eu tenha insônia, que caia uma tempestade na madrugada e durante o dia o sol não mostre a cara. 
Eu quero amar e que seja ela.  Amá-la de qualquer forma e qualquer jeito para lhe dar o melhor dos meus carinhos e poder levá-la a morar comigo nos meus sonhos, longe de todas as invejas;
dentro do meu peito.