quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SE UMA CABEÇA NÃO PENSA...

Eu não saberia abraçar você sem permitir que pelo 
menos uma das minhas boas ou más intenções escapasse no contato com uma mulher tão bela e que por mim nutre
tamanha confiança.  Muito menos eu conseguiria  beijar seu rosto sem permitir que afundassem no seu decote os meus olhos gulosos que dali não se desgrudam.  
Coisas desse tipo acontecem todos os dias em algum lugar desse planeta, e não seria honesto de minha parte negar essas evidências, assim como não seria digno deixar de ver o cumprimento de sua saia, que graças a Deus, não é suficiente para cobrir as grossas e deliciosas  pernas  que você, despretensiosa, cruza ao sentar-se à minha frente.  
Tudo é verdade, mas finjo que não sei. 
É duro para alguém de gosto refinado e no melhor do seu estado viril dizer tais coisas à pessoa de saia curta e decotes generosos que aliciam o meu bom comportamento despertando em mim o cafajeste que todos nós, homens, temos adormecidos dentro da gente.
Eu acho sofrido e doloroso achar que você conversa com outras pessoas que certamente têm o mesmo gosto que o meu.   
É duro despertar na madrugada e pensar que você não se deitou sozinha.  
Que outros gentis e respeitosos cavalheiros protegem com o risco da própria vida o sono que desnuda dos lençóis seu belo corpo e de uma perna separa a outra roubando dos guardiães o seu próprio ar.
É difícil morrer de fome quando o prato principal é esquecido a nossa frente e por medo de ser taxado de esfomeado vemos a comida, depois de fria, ser atirada aos porcos.  
É duro, e todos hão de concordar comigo. (Foto da Internet)