quinta-feira, 5 de setembro de 2013

EU JURO QUE NÃO É COM VOCÊ.

Essa gente que arruma desculpa para comer em
 minha casa e até se humilha em troca de poucas moedas, 
pede  uma carona para se refestelar no ar condicionado do meu carro e fugir do calor e do aperto do busão.  Certamente é a mesma que me deixa louco de vontade de voar no seu pescoço no momento em que vira a cara 
se está bem financeiramente enquanto é capaz de se ajoelhar se precisar dos meus favores ou se estou acompanhado de figuras importantes.
Tão logo soprem os bons ventos e ela se esquece de quem lhe  estendeu a mão fazendo de conta que não a vê e se a viu, faz de conta que não a reconheceu.
Eu juro que deixar pra lá já não faz parte da minha personalidade e o fazer de conta que nada aconteceu também não faz.
Agora  eu estou propenso a disparar o repelente que manterá longe de mim esse tipo de gente, mas se não for possível, aí eu ligo o foda-se e mando todo mundo, que  me trata mal ou desfaz do meu esboço de bondade, à merda.
Este não é um alerta, um aviso ou uma queixa, mas um simples  desabafo por me achar entre aqueles que comigo se importam. Prefiro escrever um berro para o mundo a molhar 
de lágrimas o ombro dos meus poucos amigos brasileiros e daqueles que no Espírito Santo se perderam. 
Sou um companheiro razoável, não um exemplo de amizade, mas um cara que ama aqueles que me respeitam como eu os respeito, e para os outros eu faço questão de ser um encantador, um admirável desconhecido.- E viva a liberdade de expressão que nos permite dizer o que pensamos mesmo que esses pensamentos, como no meu caso, não tenham cheiro bom, cores reluzentes e muito menos valor de compra ou de venda. Vou, portanto, parabenizar as amizades verdadeiras e aquelas que se esforçam para acertar.