terça-feira, 27 de agosto de 2013

O AMOR DE UMA MULHER.



Agora ele acredita nas pessoas, mas para que isso 
acontecesse foi preciso que a vida guinasse como um bote de rafting desviando das pedras na corredeira do dia a dia.   Em muitas curvas ele tombou e muita água ele bebeu até que 
um remo largo e forte assim como informações sobre o esporte a ele fossem passadas para que vencesse a turbulência com calma e maestria. 
Muitos dos que ele conhecia pereceram na 
calmaria de um riacho de águas claras enquanto outros se inutilizaram no transporte dos seus barcos e não mais do que a maioria se acovardou e desistiu da prática perigosa.
Antes os seus pés eram cravados no solo firme do amor próprio, amedrontado, até que outro amor, maior, transformasse a sua vida.  Aquele não seria como não foi, um amor diferente dos que transformam o homem mal em santo ou o amor que
 põe sorriso onde tristeza se perpetuou.  Não.  Mas um amor simples e gentil. Bonito e de paz.  Ela, morena, cabelos na cor da noite e senhora de um sorriso que resplandece como o clarão do dia rompendo as madrugadas o tomou pela mão, secou seu corpo e sua alma. Beijo-lhe de leve os lábios e fez daquele ser um verdadeiro homem.
No coração daquela moça residia à esperança e a bondade, a igualdade, a compreensão e a fé.
Hoje, depois de muito ter navegado e descoberto que é, sim, o gigante que a família acha, descobriu também que não foi um medalhista, mas se transformou, com  as informações e a força do amor que ela lhe devotou,   na pessoa que é, não sem antes rever num dos cômodos da casa aonde guarda suas melhores lembranças o barco como uma velha escola por onde passaram aqueles 
que hoje governam o mundo.  (Foto da Internet).