segunda-feira, 12 de agosto de 2013

NA PAZ DO SEU SORRISO.

Há um suave e doce perfume no ar. Uma paz 
envolta em ondas musicais que me embala cerrando os sentidos, enquanto lá fora um colorido beija-flor constrói na cumeeira da varanda um ninho para acasalar com sua amada. Meus olhos, que há muito não marejam, nem mesmo por essa exuberante natureza, marejam com o pequeno grande feitiço que aos meus olhos a imagem vela.  Beija-flor, primavera e sorriso de Maria.  
Simplicidade atrevida de quem entra sem bater, sem pedir licença e que senta sem que se permita e vai embora na hora que achar preciso. Isto é o que sinto dentro do meu atabalhoado peito. Estas são as imagens retidas no negativo das minhas retinas. 
Momento mágico em que os vivos espargem a vida pelas veias, fogem da tristeza a mangar da morte.
 Maria é tudo isso e muitas outras coisas, mais. 
Só elas conseguem tamanho  sortilégio e entre as qualidades que me calam exalto a fragilidade das mãos vazias de adeus e a fortaleza que sobeja do coração que recebe,  da doçura do olhar da primeira a última vez e a simplicidade com que toca a vida, quer por caminhos virgens ou mal traçados. Seu nome, quimera, não seria outro, talvez nenhum se não fosse Dorvelina, Kelly ou nossa senhora, mesmo sobrescrevendo Klein num berçário quente ou na masmorra fria, nada mais puro, belo ou santo seria, 
senão Maria.