quinta-feira, 15 de agosto de 2013

FOLHAS DE OUTONO.

Ela veio, descalça, esvoaçando um vestido branco.  
Arrastava por sobre as folhas
mortas, ajuntadas à beira do caminho, um olhar morteiro
até que estancou, bela como o florir de uma rosa e perfumada
como um ramo de jasmim, muito próxima de mim.
Viu, além dos seus, os pés que estáticos a esperavam. Subiu
vagarosamente o perdigueiro dos seus olhos e os
deixou por horas, por anos, por toda a vida morar no
colo dos olhos, meus.